(c) 2023 am|dev

(A) :: Rússia acusa fundador do Telegram de cumplicidade com o terrorismo

Rússia acusa fundador do Telegram de cumplicidade com o terrorismo

Serviço Federal de Segurança russo coloca fundador do Telegrama numa lista internacional de procurados, acusando-o de não remover "canais, chats e bots" usados pela Ucrânia para recrutar "terroristas"

Agência Lusa
text

Acompanhe o nosso liveblog sobre os conflitos internacionais

A principal agência de segurança interna da Rússia afirmou esta quarta-feira que Pavel Durov, fundador da aplicação de mensagens Telegram, foi acusado de “cumplicidade com o terrorismo” e incluído numa lista internacional de procurados.

Num comunicado, o Serviço Federal de Segurança, também conhecido como FSB, acusou a administração do Telegram que são “utilizados ativamente por agências de informações ucranianas, organizações terroristas e extremistas para preparar e coordenar atos de sabotagem e terrorismo, assassinatos em massa e fraudes cibernéticas” na Rússia, o que resultou em “numerosas vítimas humanas”.

A agência acusou os serviços de segurança ucranianos de utilizarem um popular chatbot de encontros no Telegram para atrair e recrutar russos para “atividades de sabotagem e terroristas”, sublinhando que 46 utilizadores do chatbot, com idades entre os 12 e os 22 anos, foram detidos em toda a Rússia desde julho de 2025.

Estas medidas fazem parte de um esforço a longo prazo para colocar a internet sob o controlo total do Kremlin, que se intensificou desde que Moscovo lançou a sua invasão em grande escala na Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.

Durov – que nasceu e iniciou a sua carreira na Rússia, mas depois se mudou para o estrangeiro – anunciou no início deste ano que as autoridades russas abriram uma investigação criminal contra ele, acusando os responsáveis russos de fabricarem pretextos para restringir o acesso ao Telegram, numa tentativa de “suprimir o direito à privacidade e à liberdade de expressão”.

Se for condenado, Durov pode enfrentar uma pena de prisão perpétua na Rússia.

Diversas plataformas populares de redes sociais, como o Facebook, Instagram e X, foram banidas na Rússia. O YouTube teve a sua velocidade reduzida, aplicações populares de mensagens, como o Signal e o Viber, foram bloqueadas, e as mais populares – WhatsApp e Telegram – foram restringidas.

Embora ainda seja possível contornar algumas das restrições utilizando serviços de rede privada virtual (VPN), muitos deles também são bloqueados por rotina.

Ao mesmo tempo, a Rússia promove ativamente a aplicação de mensagens “nacional” conhecida como MAX, que, segundo os críticos, pode ser utilizada para controlo.