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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, insistiu esta segunda-feira que o primeiro-ministro deve explicações sobre o aumento do preço dos combustíveis e recusou falar sobre o caso que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
“O Governo deve aceitar as medidas de política apresentadas pelo PS e o primeiro-ministro [Luís Montenegro] tem o dever de responder aos portugueses por que razão é que as não aceitou e por que razão é que teima a continuar a fustigar os portugueses com impostos sobre os combustíveis”, disse esta segunda-feira aos jornalistas após abastecer a sua viatura oficial num posto de combustível em Paredes, no distrito do Porto, reiterando a mensagem que já tinha deixado no domingo.
Segundo José Luís Carneiro, “este aumento que está a acontecer, 9,5 cêntimos por cada litro de gasóleo e mais de seis cêntimos por cada litro de gasolina é o resultado do aumento dos impostos decididos pelo Governo em relação aos combustíveis”.
https://observador.pt/2026/07/24/governo-volta-a-baixar-imposto-mas-nao-impede-gasoleo-de-atingir-2-euros-por-litro/
“Do nosso ponto de vista, o Governo deve adotar medidas, as medidas que nós apresentámos na Assembleia da República e que se traduzem na redução dos impostos sobre os combustíveis, nomeadamente a redução do IVA de 23% para 13% de modo temporário, para garantir que os efeitos que resultam do aumento do crude em termos internacionais não se façam sentir desta forma na vida das famílias”, defendeu.
O líder socialista foi ainda questionado sobre se este tema poderia ser levado para as negociações sobre o Orçamento do Estado, respondendo que não queria “queimar etapas” e que iria esperar pela proposta do Governo, “que só vai chegar em outubro”.
Quanto ao caso que envolve o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e após ser sucessivamente questionado pelos jornalistas, José Luís Carneiro respondeu sempre que queria focar-se na questão dos combustíveis.
Esta segunda-feira, o jornal Público escreve, citando uma fonte da direção do PS, que “as explicações devem ser dadas o mais rapidamente possível”, referindo ainda o jornal que caso tal não aconteça José Luís Carneiro irá pedir explicações ao primeiro-ministro Luís Montenegro.
Sobre se os casos que envolvem Luís Neves e o ministro da Educação, Fernando Alexandre, na sequência dos problemas dos exames nacionais, eram “pequenos casos”, como referiu o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, Carneiro disse que era “uma pergunta à qual os senhores jornalistas devem responder”.
Mais tarde, e após falar com empresários locais e com uma aluna do ensino secundário que ainda não sabe a nota do seu exame de Português, o líder socialista foi questionado se a questão dos exames não era um “caso pequeno”, respondendo que era “um caso de grandes efeitos negativos na vida das famílias, dos portugueses”.
“Quem faz afirmações dessa natureza é a demonstração de que estão fora da realidade das pessoas que fazem a vida comum no dia a dia”, concluiu.