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Lisboa. Incêndio deflagrou em prédio. Cinco pessoas ficaram feridas e homem saltou do segundo andar

Fogo deflagrou na madrugada desta segunda-feira com os vizinhos do prédio a ouvir uma explosão pelas 4h00 da manhã. Bombeiro acabou ferido por gato enquanto resgatava moradores do edifício em chamas.

Marina Ferreira
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Cláudia Nobre
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Carlos Pedro
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Um incêndio deflagrou na madrugada desta segunda-feira num prédio de habitação na Rua Possidónio da Silva, em Lisboa. Ao Observador, fonte oficial dos Bombeiros Sapadores de Lisboa informa que cinco pessoas ficaram feridas, incluindo um bombeiro que combatia o fogo e que acabou ferido por um gato enquanto resgatava moradores do edifício em chamas. Uma das vítimas é um homem, na casa dos 40 anos, que saltou da janela do apartamento do segundo andar e está no Hospital São Francisco Xavier, não sendo conhecido o seu estado de saúde.

Duas das vítimas foram assistidas devido à inalação de fumo e transportadas para o Hospital de São José. O alerta foi dado às 4h43, com os bombeiros a chegar ao local às 4h49. Cerca de dez minutos depois o incêndio estava dominado, acabando por ser extinto às 5h58. A Polícia Judiciária está no local a realizar diligências.

A mesma fonte oficial dos bombeiros diz ao Observador que o incêndio começou no rés-do-chão do prédio, onde se localiza uma loja da Associação Remar. No local do incêndio, na manhã desta segunda-feira, Fernanda Dias, moradora da rua, relata ter ouvido um “grande estrondo” durante a madrugada. Foi depois à janela e viu uma carrinha a arder.

A reformada de 75 anos diz que foi preciso partir os vidros do prédio para resgatar moradores e fala numa “suspeita de explosão de uma bilha de gás”. Os vizinhos do prédio ouviram várias explosões por volta das 4h00 da manhã. As imagens do local mostram marcas de fumo em quatro andares do edifício, mas os moradores relatam que os andares superiores não estão destruídos.

Aníbal Pinho, de 83 anos, mora no prédio colado ao que incendiou e ouviu o mesmo som de uma explosão. Viu depois o prédio em chamas, e deixou o seu apartamento por receio que o fogo se alastrasse.

“Há possibilidades de ser um acidente, há possibilidade de ser um crime, mas ainda é muito precoce tirar qualquer tipo de conclusão“, avança ao Observador Vítor Pinto, presidente da Associação Partilha Constante, que tem um protocolo com a Associação Remar que opera no prédio em que deflagrou o incêndio. Explica que no prédio estavam a pernoitar pessoas apoiadas pela associação que “presta apoio a pessoas vulneráveis, a toxicodependentes, alcoólicos, a pessoas sem-abrigo e que estão numa fase de recuperação das suas vidas e que, numa fase avançada da recuperação, vêm pernoitar e prestar algum tipo de atividade”.

O responsável da associação confirmou ainda que a carrinha que ardeu, e que estava estacionada à frente do prédio, pertencia à Associação Remar. Ao Observador, Fernanda Páscoa, outra moradora da rua, diz ter acordado com o barulho da carrinha da Remar a arder.

Nas redes sociais, a associação afetada partilhou um vídeo do interior do espaço onde era realizado o trabalho social da Remar. “Este vídeo mostra a dimensão da destruição causada pelo incêndio. Muito foi perdido, mas a esperança permanece”, destaca-se no post, no Instagram.