Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, no programa Princípio da Incerteza, da TVI, acredita que “quando chegarmos a setembro teremos provavelmente o mesmo elenco governativo”. “Assim espero”, dizendo que a “estabilidade governativa”, incluindo a manutenção de ministros, “é essencial para que as políticas possam prosseguir e ter continuidade no terreno para poderem ser implementadas”.
Manterem-se em setembro, diz também, “será sinal de que ‘os pequenos casos’ estão ultrapassados. Julgo que isso significa estabilidade política e sucesso nas políticas”.
Hugo Soares referia-se em particular aos casos em torno de Fernando Alexandre, ministro da Educação, e de Luís Neves, ministro da Administração Interna.
“Podemos todos concluir que estamos a falar de dois ministros que têm uma cotação do ponto de vista da perceção pública muito alta”.
Sobre Fernando Alexandre, o líder parlamentar do PSD classificou-o de “excelente ministro”, assumindo que “os resultados já são evidentes nas políticas e com um conjunto de transformações assinaláveis, como é esta que conduziu a este caso, dos exames, que manifestamente não correu bem”. “Não correu como nós queríamos. Estes erros que acontecem são porque viemos não é para deixar tudo na mesma. Quem muda, quem transforma corre riscos e nem sempre corre bem”. “Eu quero assumir isso, continuaremos a transformar e a provocar mudanças e que uma ou outra pode não correrem como gostaríamos que corressem e podem ter efeitos que são aqueles que não procuramos na vida das pessoas”.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, segundo Hugo Soares, “tem também no terreno uma reputação alta e eficácia nos resultados, espero que se possa ver na condução do período de verão”.
“Se os dois se mantiverem no Governo como eu espero significa que os casos que os afetaram foram ultrapassados e julgo que é isso que o país espera que aconteça”.
Hugo Soares ainda elogiou a posição que o PS tem tido neste caso de Luís Neves. Ainda este fim de semana, José Luís Carneiro assumiu que o PS vai “aguardar pelos esclarecimentos” e destacou o “princípio da presunção da inocência”: “Não devemos optar pelo silêncio porque é inimigo da transparência e também não devemos optar pelo oposto, que é fazer julgamentos na praça pública.”
https://observador.pt/2026/07/25/carneiro-avisa-que-silencio-e-inimigo-da-transparencia-mas-pede-tempo-luis-neves-foi-diretor-da-pj-e-tem-especiais-responsabilidades/
“A posição do PS foi sensata. Eu que tenho acusado o deputado José Luís Carneiro de aparentar uma postura de sensatez e copiar à terça o que o deputado André Ventura diz à segunda devo dizer que tem andado bem o deputado José Luís Carneiro”. Hugo Soares salienta que Luís Neves tem de reunir informação, dizendo que esse momento não é o tempo mediático. “Esperemos por esse esclarecimento”. “É evidente que são necessários esclarecimentos”.
Hugo Soares contestou a referência por parte de Alexandra Leitão ao caso do primeiro-ministro, quando a socialista disse que o Governo começou com uma questão ética em relação a Luís Montenegro. Para Hugo Soares, Alexandra Leitão escamoteou “as investigações judiciais ao caso que determinou que não havia nenhum ilícito na conduta do primeiro-ministro de Portugal”. “Este primeiro-ministro foi escrutinado duplamente, quer pelas instituições que investigam, quer pelo povo e pelos portugueses que aproveitaram para o sufragar com mais votos”. Alexandra Leitão até diz que há um padrão no Governo de não darem explicações e que podem estar a impor ao ministro.