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(A) :: Filas para a casa de banho, restaurantes fechados e "cheiro a esgoto". Aeroporto de Gatwick esteve cerca de oito horas sem água

Filas para a casa de banho, restaurantes fechados e "cheiro a esgoto". Aeroporto de Gatwick esteve cerca de oito horas sem água

Corte de energia na Estação de Tratamento de Água de Bough Beech limitou o abastecimento de água nos dois terminais de um dos principais aeroportos da capital do Reino Unido.

Martim Andrade
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As sanitas que não podiam ser descarregadas e torneiras vazias. Ambos os terminais do Aeroporto de Gatwick, um dos principais em Londres, estiveram com problemas no abastecimento de água ao longo do dia de domingo. Sem restaurantes e cafés disponíveis nos pontos comerciais dos terminais, os funcionários aeroportuários distribuíram garrafas de água pelos passageiros.

“Lamentamos a inconveniência causada e estamos a trabalhar em conjunto com a SES Water para retomar o abastecimento o mais rapidamente possível”, escreveu o aeroporto num comunicado divulgado nas redes sociais. Foi pelas 11h de domingo a falha foi denunciada inicialmente pela página deste aeroporto, mas a notícia que confirmava o regresso gradual da água aos terminais só chegou quase oito horas mais tarde.

Numa nova publicação pelas 19h14, o aeroporto de Gatwick garante continuar a trabalhar com a fornecedora de água, mas indica que a “pressão de água estava a começar a voltar ao normal”, e que as equipas estavam a reabrir as casas de banho.

https://twitter.com/Gatwick_Airport/status/2081443033753493589

A empresa responsável pelo abastecimento de água do aeroporto justificou nas redes sociais na manhã de domingo o problema: “Devido a uma série de complicações causadas por um corte de energia na nossa Estação de Tratamento de Água de Bough Beech, alguns clientes estão a sentir baixa pressão da água ou uma interrupção temporária no abastecimento”, escreveu, umas horas antes de garantir que as operações na estação já haviam sido retomadas.

https://twitter.com/SESWater/status/2081347710586695966

As casas de banho, apesar de não estarem operacionais durante este período, foram reunindo grandes filas à porta, como descreveu uma passageira à imprensa britânica, que mencionou ainda um “cheiro a esgoto” que começou a emanar daqueles espaços. “As casas de banho estavam completamente fechadas, com sinais no exterior para impedir a entrada e um funcionário a garantir que ninguém entrava”, indicou.

Um outro passageiro, que se preparava para um voo transatlântico, descreveu o “caos” no terminal, onde “não deixavam ninguém ir à casa de banho”. “Tive de implorar para poder ir”, confessou Nick Hollings à SkyNews. “Os restaurantes estavam todos fechados. As pessoas não conseguiam beber café. Não conseguiam fazer comida fresca. Ainda dava para ir buscar uma sandes, mas era só isso”, apontou.

https://twitter.com/hall_ed/status/2081375275770597752