Basta olhar para o calendário do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 para perceber que a corrida deste domingo era importante. Praticamente a meio da temporada, o Grande Prémio da Hungria era o último antes da pausa de verão, o último durante um mês e até ao Grande Prémio dos Países Baixos do fim de agosto — o que significa que o líder da classificação geral iria também partir para a segunda metade da época com essa vantagem.
Kimi Antonelli chegava à Hungria depois de ter regressado às vitórias na Bélgica e ao fim de três etapas sem ganhar, recuperando um domínio que já não tinha desde o Mónaco, no início de junho, quando carimbou cinco triunfos consecutivos. O fim de semana, porém, não começou da melhor maneira para o jovem italiano da Mercedes: Lando Norris confirmou o favoritismo da McLaren no circuito húngaro e ficou com a pole-position, com Oscar Piastri com o terceiro melhor tempo e Charles Leclerc entre os dois colegas de equipa, sendo que Antonelli caiu para sétimo devido a uma penalização apesar de ter ficado na quarta posição da qualificação.
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Pelo meio, e apesar de ter conquistado a primeira pole-position da temporada, Lando Norris deixou muitas críticas ao estado da pista do Hungaroring. “Honestamente, é difícil compor uma volta aqui, com o novo asfalto a ser aderente em certas áreas e não em outras. Às vezes parece um pouco uma lotaria, em algumas curvas. O circuito reconheceu que foi um pouco apanhado de surpresa quando o ‘resurfacing’ foi feito. A minha mensagem para eles é que em 2016 houve uma intervenção completa da pista e o asfalto era o melhor que vi em muito tempo. Muito aderente, comparável a Silverstone e Jeddah. O que quer que tenham feito na Curva 1 e na Curva 2 não é da mesma qualidade. Precisam de voltar e analisar a diferença entre o asfalto de 2016 e o que foi colocado há uns meses”, defendeu o piloto britânico.
No arranque, Lando Norris começou por segurar a liderança, mas Oscar Piastri capitalizou um início muito positivo e ultrapassou o colega de equipa ainda nas primeiras curvas, assumindo o primeiro lugar. Max Verstappen e Lewis Hamilton aproveitaram o facto de Charles Leclerc ter ficado agarrado à pista para subirem a terceiro e quarto, enquanto que George Russelll, que tinha começado na sexta posição da grelha, teve problemas no Mercedes e caiu rapidamente para 15.º.
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Hamilton foi o primeiro a parar e fê-lo à 14.ª volta, para trocar os pneus macios com que arrancou para duros, e Verstappen fez o mesmo logo a seguir — protagonizando depois um dos momentos da corrida, ao ultrapassar Liam Lawson e o próprio Hamilton de uma vez, recordando o porquê de ser tetracampeão mundial. Piastri e Norris pararam consecutivamente e deixaram Kimi Antonelli na liderança, com o italiano a aproveitar para acelerar e cavar uma distância simpática, abrindo a porta ao cenário de realizar apenas uma única paragem em toda a prova, algo que acabou por não acontecer.
O italiano da Mercedes foi à box perto da volta 22, motivando o regresso de Oscar Piastri à liderança, e o australiano da McLaren ainda apanhou um susto quando voltou à pista na sequência da segunda paragem, tocando no Williams de Carlos Sainz. O momento, porém, acabou por ser um prenúncio do que estava por vir: numa altura em que estava no segundo lugar atrás de Lando Norris e a tentar recuperar novamente a cabeça do pelotão, foi traído pela caixa de velocidades do McLaren e acabou por desistir.
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O supersónico safety-car virtual não teve grande impacto, com Lando Norris a proteger ainda mais a liderança, agora perseguido por Max Verstappen e Kimi Antonelli, com Lewis Hamilton muito próximo do jovem italiano — apesar de correr com a sombra de uma investigação por ter aparentemente acelerado demasiado no pitlane na última ida às boxes. A penalização acabou mesmo por verificar-se e o britânico da Ferrari, com cinco segundos por acrescentar ao tempo final, despediu-se do pódio nesse momento.
No fim, Lando Norris venceu o Grande Prémio da Hungria e carimbou o primeiro triunfo da temporada tanto para o piloto britânico como para a própria McLaren, com Max Verstappen e Kimi Antonelli a completarem o pódio e Lewis Hamilton, apesar de ter cruzado a meta em quarto, a terminar em quinto e atrás do colega Charles Leclerc graças à penalização. Feitas as contas e com George Russel a ser apenas sétimo, Antonelli saiu do Hungaroring com a liderança do Mundial de Fórmula 1 ainda mais reforçada e lança-se para a segunda metade da temporada com o objetivo claro de ser campeão do mundo.
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