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(A) :: Os jogos de Champions a "brincar" também precisam de ser resolvidos pelos bombardeiros: FC Porto vence Aston Villa no jogo de apresentação

Os jogos de Champions a "brincar" também precisam de ser resolvidos pelos bombardeiros: FC Porto vence Aston Villa no jogo de apresentação

Frente ao vencedor da Liga Europa, Farioli lançou um onze muito próximo do que deve arrancar a época. Titulares deram boas indicações e aproveitaram bolas paradas. Na segunda parte faltou vida (2-1).

Tiago Gama Alexandre
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Passaram-se 70 dias desde o último jogo no Estádio do Dragão. Na altura, o universo portista vivia o seu melhor dia dos últimos anos, com o jogo frente ao Santa Clara a servir de preparação para um dia de grande festa um pouco por toda a cidade do Porto. Foi nesse dia que os dragões levantaram o 31.º título de campeão nacional da sua história e fecharam com chave de ouro a temporada de estreia de Francesco Farioli. Já na nova época, os azuis e brancos têm optado por manter a base do ano passado neste mercado de transferências e, no primeiro jogo com transmissão televisiva e aberto ao público, perderam em casa do Gil Vicente em cima do apito final, embora os resultados sejam o mal menor nesta fase (fora, 0-1). De volta a casa, o FC Porto tinha pela frente o Aston Villa, que venceu a última Liga Europa e também vai disputar a Liga dos Campeões.

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“Temos de estar preparados. Não há alternativa. Está um título em disputa e não podemos subestimar o Torreense, porque fez um percurso muito bom na Taça de Portugal. Se queremos levantar o troféu, temos de estar bem física e mentalmente. Não vamos estar a 100%, porque ainda faltam alguns dias de mercado, e isso também será tido em conta. Toda a gente no clube quer repetir o que fizemos e orgulhar os adeptos com a nossa mentalidade e com o nosso desempenho em campo. Os resultados são consequência disso. Todos os jogadores regressaram em grande forma e agora estão a trabalhar muito bem para corresponder às expectativas que existem. Ainda há muito mercado pela frente e vai demorar o tempo que tiver de demorar a fazer o que temos a fazer”, assumiu o treinador italiano depois do desaire em Barcelos.

Ficha de jogo

FC Porto-Aston Villa, 2-1

Jogo de preparação para a época 2026/27

Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: Miguel Fonseca (AF Porto)

FC Porto: Cláudio Ramos (João Costa, 82’); Pablo Rosario (Stephen Eustáquio, 82’), Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu Sanusi (Francisco Moura, 82’); Alan Varela (Nehuen Pérez, 78’), Victor Froholdt (Hwang In-beom, 82’), Gabri Veiga (Rodrigo Mora, 68’); Pepê, William Gomes (Borja Sainz, 68’) e André Silva (Deniz Gül, 68’)

Suplentes não utilizados: Diogo Costa, João Afonso; Dominik Prpric, Luís Gomes, Alberto Costa, Tiago Silva, Bernardo Lima e Duarte Cunha

Treinador: Francesco Farioli

Golos: William (5’), Luka Lynch (12’) e Pepê (41’)

Ação disciplinar: Barkley (29’) e Froholdt (79’)

Apesar de Diogo Costa ter voltado a estar disponível, Francesco Farioli optou por colocar Cláudio Ramos na baliza, mas daí para a frente apresentou uma equipa muito próxima daquela que deverá entrar de início frente ao Torreense, com Pablo Rosario a fazer o lado direito da defesa por conta das limitações recentes de Alberto Costa. Ao lado do dominicano atuaram Jan Bednarek, Jakub Kiwior e Zaidu Sanusi, com Alan Varela, Victor Froholdt e Gabri Veiga a aparecerem no miolo. No ataque, a novidade foi a titularidade de André Silva, ao lado de Pepê e William Gomes. O Aston Villa chegou a Portugal com um português presente no banco — Rodrigo Fortes, central de 18 anos que fez toda a formação no clube — e sem Johan Manzambi, a sua contratação mais cara de sempre.

Depois de Rodrigo Mora ter sido assistido no aquecimento e da festa que marcou a entrada das equipas em campo, com uma coreografia com as novas camisolas, o novo lema (“Porto de Honra”) e muita pirotecnia, os dragões jogaram no habitual 4x3x3 e não precisaram de muito para chegarem ao golo, com Zaidu a cobrar um lançamento para a área, Ross Barkley aliviou para a entrada da área onde, depois de dominar e sem deixar cair, William atirou para o 1-0 (5′). Logo a seguir, Froholdt ficou perto de dilatar a vantagem de cabeça, mas os villans responderam na mesma moeda, com Luka Lynch a empatar com um belo remate em arco que começou num mau corte de Kiwior (12′). A partir daí o jogo equilibrou, com os ingleses a crescerem no período em que os azuis e brancos começaram a falhar vários passes curtos, em particular na tentativa de ligar o jogo com Silva.

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Já na parte final do primeiro tempo, Pepê recuperou a bola à entrada da área e atirou de longe, mas por cima (33′). Foi na sequência de mais uma bola parada que o FC Porto chegou ao segundo golo, com Gabri a cobrar o livre na direita, Ian Maatsen a cortar para onde estava Pepê solto de marcação, com o brasileiro a desferir um remate forte, de primeira, para o 2-1 (41′). Para a etapa complementar não houve novidades nos dragões, à exceção do equipamento, que passou do principal para o alternativo, em tons de azul claro. Depois de quase meia parte a baixo ritmo, com as equipas na expectativa e muito pouco por contar, Rodrigo Mora, Borja Sainz e Deniz Gül foram chamados a jogo. A entrada do avançado espanhol trouxe alguma intensidade para o jogo, mas por pouco tempo, algo que não mudou com a gestão de Farioli, que colocou ainda Nehuen Pérez, João Costa, Francisco Moura, Hwang In-beom e Stephen Eustáquio com uma nuance: Alberto Costa disse ao treinador que ainda não se sentia pronto e foi o defesa argentino que assumiu o seu lugar.

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A melhor oportunidade da segunda parte apareceu na reta final, com Kiwior a fazer um passe picado para In-beom, que tocou de primeira para Sainz, mas o remate do espanhol saiu para defesa de James Wright (87′). Essa acabou por ser a última oportunidade de um jogo em que os titulares deram boas indicações, apesar de os últimos 45 minutos terem sido bastante mornos (2-1). Ainda assim, Sainz e In-beom tentaram aproveitar a oportunidade para mostrar serviço a Farioli.

O destaque

  • No jogo de maior calibre desta pré-temporada, Pepê acabou por ser o maior destaque, depois de também ter faturado frente ao Birmingham. Diante do Aston Villa, o brasileiro apareceu na sua posição habitual, atuando essencialmente no corredor direito, mas foi na meia-esquerda que fez o gosto ao pé com um remate forte na conclusão de uma jogada de bola parada.

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A surpresa

  • Neste capítulo podiam ser destacados Jakub Kiwior, William Gomes e até Victor Froholdt, mas qualquer um destes jogadores está acima da categoria de “surpresa” num particular. Nesse sentido, Hwang In-beom entrou com sangue na guelra e foi um dos destaques da reta final da partida, deixando água na boca. É certo que está tapado pelo médio dinamarquês, mas mostrou vontade de aparecer no jogo com movimentos verticais e a aparecer no espaço, fosse na direita, fosse no meio, mesmo que não tenha tido impacto direto no resultado. Na retina fica a desmarcação e o passe para o cabeceamento de Borja Sainz.

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As ausências

  • De fora do jogo de apresentação aos sócios e adeptos, Francesco Farioli não contou com os seis nomes que continuam a figurar no boletim clínico portista, com destaque para Oskar Pietuszewski, que continua a contas com uma lesão muscular na coxa direita, e Samu Aghehowa, que se encontra a recuperar da grave lesão contraída na época passada. Na mesma toada está Vasco Sousa, ao passo que Martim Fernandes tem feito trabalho de ginásio e João Teixeira e André Miranda estão entregues ao departamento médico. Samuel Portugal, Iván Jaime e Gabriel Veron foram riscados pelo italiano e estão na porta de saída.

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O que se segue

  • Apesar de este ter sido o último jogo televisionado, o FC Porto só termina a pré-temporada este domingo, quando enfrentar o São João de Ver no Olival, à porta fechada, numa partida que está marcada para as 10 horas e deverá contar com os jogadores menos utilizados e não utilizados diante do Aston Villa. A partir de segunda-feira, o foco está colocado nos duelos oficiais, com os dragões a entrarem em ação no próximo sábado, na Supertaça frente ao Torreense (20h15).

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