
A frase
TRUMP CUMPRIU PROMESSA de CAMPANHA: EUA aprovam execução por fuzilamento para violadores e outros crimes hediondos.
EUA deram sinal verde para o uso do método para presos federais. Medida atende a promessa de campanha de Trump para agilizar a aplicação da pena de morte no país
— Utilizador de Facebook, 08 de julho de 2026
“A luz venceu.” Várias publicações nas redes sociais saúdam que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tenha cumprido uma “promessa de campanha”. Os Estados Unidos teriam “aprovado a execução por fuzilamento para violadores” e por responsáveis por “outros crimes hediondos”.
Segundo as publicações datadas do início de julho de 2026, os Estados Unidos teriam dado luz verde para o uso desses métodos para os criminosos que estão em prisões federais. Isso representaria uma “promessa de campanha de Trump” para “agilizar a aplicação da pena de morte no país”. A medida teria entrado em vigor a 1 de julho de 2026.

Atualmente, a pena de morte varia consoante os 50 estados norte-americanos; há uns que a permitem, outros em que a medida é estritamente proibida. Ainda assim, de acordo com os posts, há a referência também a duas legislações do estado do Idaho, que entraram em vigor a 1 de julho.
Naquele estado, teria sido definido o “pelotão de fuzilamento” como principal método de execução, medida essa que teria entrado em vigor a 1 de julho. O Idaho também teria, em paralelo, aprovado uma lei “que torna o abuso sexual contra menores de 12 anos num crime passível de pena de morte”.
É verdade que o Idaho se tornou o primeiro estado norte-americano, a 1 de julho de 2026, a tornar o fuzilamento como principal método de execução em caso de pena de morte. E também é certo que tornou o abuso sexual contra menores num crime passível de pena de morte.
No entanto, a referência de que Donald Trump teria aprovado a “execução por fuzilamento” e que teria expandido essa medida a nível federal não corresponde à verdade. Não existe qualquer fonte credível — nem da Casa Branca, nem da imprensa norte-americana — que comprove que o Presidente dos Estados Unidos tenha avançado com essa iniciativa.
Em contrapartida, em abril de 2026, o Departamento de Justiça deixou claro que pretende reverter uma medida da administração Biden que previa a suspensão das execuções federais através de métodos como o pelotão de fuzilamento, asfixia com gás e eletrocussão.
https://observador.pt/2026/04/24/pelotao-de-fuzilamento-e-eletrocussao-trump-quer-reintroduzir-metodos-para-execucoes-federais/
Ainda assim, apesar da intenção já demonstrada pelo Departamento de Justiça, não existe qualquer sustentação para a afirmação de que o Presidente norte-americano tenha aprovado a execução por fuzilamento para “violadores” e por responsáveis por “outros crimes hediondos”. O que aconteceu foi que o estado do Idaho aprovou medidas próprias apenas a nível estadual, principalmente a adoção do fuzilamento como método principal e a pena de morte para abusos sexuais graves contra menores de 12 anos.
Conclusão
Não existe qualquer prova para o argumento de que Donald Trump tenha dado luz verde para a “execução por fuzilamento para violadores” e por responsáveis por “outros crimes hediondos” a nível federal. Ainda que a presidência norte-americana tenha adotado no passado medidas a favor da pena de morte e haja essa intenção por parte do Departamento de Justiça, o chefe de Estado não tomou qualquer decisão final sobre o assunto. O estado do Idaho é que, efetivamente, o fez — mas apenas a nível estadual e sem qualquer impacto no resto do país.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.