Apenas cerca de um terço dos portugueses avalia positivamente a atuação do ministro da Educação, Fernando Alexandre, segundo um estudo de opinião encomendado à GfK pelo Expresso e pela SIC.
Apesar de ser um dos únicos ministros a merecer uma avaliação continuamente positiva desde a primeira encarnação do Governo da AD de Luís Montenegro, a atual crise a afetar a avaliação dos exames nacionais de acesso ao Ensino Superior deixou duras marcas na imagem de Fernando Alexandre.
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Segundo a sondagem da GfK, realizada durante a atribulada fase de correção dos exames, entre 13 e 20 de julho, apenas 31% dos inquiridos dão uma nota positiva à atuação do ministro da Educação — ou seja, pouco menos de um terço (33%). Já 42% chumbam o trabalho de Fernando Alexandre, que no cômputo global recebe uma pontuação média de 3,5 valores, numa escala de 0 a 10.
O mesmo estudo, que consistiu na realização de 800 entrevistas, revela que 60% dos inquiridos consideraram inadequadas as idas de Luís Montenegro nas últimas semanas aos Estados Unidos e ao Canadá para assistir ao vivo aos jogos da seleção nacional no Campeonato do Mundo de Futebol. Outros 35% mostraram alguma concordância nas comparências do primeiro-ministro durante a competição.
Ainda relativo ao desempenho do chefe de Governo, os entrevistados foram questionados se o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho — que tem sido vocal nas suas críticas à atuação do executivo — faria um melhor trabalho que Luís Montenegro. Os resultados foram bastante equilibrados, com 32% a constatar que Passos teria um desempenho semelhante, 28% a considerar que seria pior que Montenegro e 27% a dizer que teria melhor performance.
No que toca à avaliação do Governo, o atual executivo passa, mas sem distinção: 40% das notas foram positivas, mas apenas 3% dos inquiridos consideram que o seu desempenho tem sido muito bom. Já quanto aos 36% que dão nota negativa, 10% consideram que tem feito um muito mau trabalho. Há ainda 21% que classificam a atividade do executivo como razoável, dando-lhe 5 pontos de 10 possíveis.
Já quanto a uma das bandeiras do Governo de Luís Montenegro, a reforma do Estado, 39% elogiam a “capacidade reformista” do executivo, sendo que, destes, apenas 5% afirmam que tem “muita capacidade”. Em sentido inverso, 60% concluíram que o Governo tem mostrado “pouca ou nenhuma” capacidade de fazer reformas.