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(A) :: O canibal também vive para os companheiros e desalenta-se sem o rival antes de entrar na imortalidade: Pogacar chega ao lote dos magníficos

O canibal também vive para os companheiros e desalenta-se sem o rival antes de entrar na imortalidade: Pogacar chega ao lote dos magníficos

Cinco vitórias em etapas foram suficientes para Pogacar alcançar o topo de vitórias no Tour. Mais maduro, reencontrou-se em Del Toro depois da perda de Vingegaard e fez história no Alpe d'Huez.

Tiago Gama Alexandre
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Entrou como um dos maiores da história, sai ao lado dos maiores da história. Aos 27 anos, Tadej Pogacar (UAE Team Emirates-XRG) continua a reescrever a história do ciclismo e, este domingo, vai ser coroado em Paris pela quinta vez, com o Arco do Triunfo como pano de fundo. Desde 1995 que nenhum ciclista conseguia completar as cinco vitórias na Volta a França, quando Miguel Induráin fechou com chave de ouro uma carreira de enormes sucessos. O espanhol tinha 31 anos. Pogacar tem menos quatro e passa a ser o mais jovem de sempre a conseguir a manita, dado que Jacques Anquetil (30 anos), Eddy Merckx (29) e Bernard Hinault (31 anos) eram mais velhos. Acima dos mais vitoriosos havia Lance Armstrong, que venceu a Grande Boucle em sete ocasiões, mas a suspensão por doping, que vigora desde 1 de agosto de 1998, anulou-lhe todos os resultados. A título de exemplo, o norte-americano ganhou pela quinta vez aos 31 anos.

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Noutra perspetiva, a história mostra que Merckx e Hinault precisaram de sete presenças no top 10 no final do Tour para chegarem às cinco vitórias. Este feito foi também igualado por Tadej Pogacar que, depois de ter vencido em 2020 e 2021, e entre 2024 e 2026, ficou em segundo nas edições de 2022 e 2023, atrás de Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike). Melhor só Anquetil e Induráin, que fechou seis vezes no top 10. Em termos de etapas, o esloveno somou mais cinco vitórias e saltou do sétimo para o quarto lugar no álbum de ouro, com 26 triunfos. À sua frente estão apenas Hinault (28), Merckx (34) e Mark Cavendish (35). Com sete vitórias em etapas nas sete edições em que participou, Pogacar detém agora o quarto melhor registo em termos de edições consecutivas a vencer, atrás de Hinault (8), André Leducq (9) e André Darrigade (10). Em termos de carreira, o campeão do mundo chegou à 125.ª vitória neste Tour e alcançou um registo que só esteve ao alcance de outros 16 nomes, não se registando desde agosto de 2018, com Alejandro Valverde.

Esta Volta a França acabou por ser dominada por Tamau, que vestiu a amarela em 17 das 21 etapas, registo que, nos últimos dez anos, só fica atrás do que alcançou em 2024 (18). Vingegaard, nos dois primeiros dias, e Torstein Traeen (Uno-X Mobility), nas etapas 4 e 5, foram os únicos a intrometerem-se no meio de Pogacar, que se destacou ainda noutro capítulo: quatro das cinco vitórias em solitário foram suas, excetuando-se o triunfo de Richard Carapaz (EF Education-EasyPost) em Orcières-Merlette. O esloveno venceu com sucesso em Gavarnie-Gèdre, após atacar no Tourmalet, em Le Lioran, em Le Markstein e no Alpe d’Huez, totalizando 65,7 quilómetros sozinho após ter atacado. Nestas contas não estão contabilizados os cerca de 11 quilómetros em solitário até alcançar os fugitivos na etapa de sexta-feira do Alpe d’Huez. Curiosamente, foi nesse dia que bateu mais um registo e juntou-se a Fausto Coppi (1952) como os únicos que dobraram Tourmalet e Alpe d’Huez na frente no mesmo Tour.

Cinco vitórias a caminho da quinta, o “braço de ferro” com a organização e o líder que inspira respeito

Chegou a um dos Tour mais rápidos e quentes de sempre como o alvo a abater e a viver um grande momento na temporada e na carreira, depois de ter vencido pela primeira vez a Milão-Sanremo e de ter dominado a Volta à Romandia, a Volta à Suíça, a Strade-Bianche, a Volta à Flandres e a Liège-Bastogne-Liège, tem vencido em 13 dos 16 dias de corrida. Perdeu dois quilos de massa muscular na preparação para a Volta a França e a mudança corporal chegou inclusivamente ao seu visual, apresentando-se em Barcelona com o cabelo platinado. “Fico mais aerodinâmico. A cor branca absorve menos o sol, logo fico mais fresco”, explicou aos jornalistas, bem ao seu estilo. Com maior ou menor aerodinamismo, o esloveno intrometeu-se na luta pela geral logo na primeira etapa, discutindo o contrarrelógio coletivo com Jonas Vingegaard, que levou a melhor por 12 segundos.

Ainda em Barcelona, a primeira etapa em linha terminou em Montjuïc, num traçado que favoreceu os favoritos. Apesar de se ter mostrado mais forte que Remco Evenepoel (Red Bull-Bora-hansgrohe) e o camisola amarela, Pogacar abdicou da vitória na etapa em prol de Isaac del Toro, travando em cima da meta. Foi nesse momento que saltou à tona o companheirismo do líder, que partiu para este Tour com a intenção de ganhar e o objetivo de colocar o amigo no pódio final. No final, os adeptos mexicanos retribuíram o gesto e criaram-lhe um cântico: “Pogi, hermano, ya eres mexicano” (“Pogi, irmão, já és mexicano”, em português). No que toca ao seu estilo de liderança, esta baseia-se na descontração e na animação, como documentou o L’Équipe numa reportagem feita no início da prova.

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“É uma equipa de amigos. Entre os nossos ciclistas há muito respeito. Quando os vemos no autocarro, durante os jantares, é bom vê-los a comportarem-se como um grande grupo”, contou Andrej Hauptman, diretor desportivo da Emirates. “Vitória de Del Toro? Não foi por causa das câmaras ou dos jornalistas. E quando não ganha ele diz: ‘Desculpa, não ganhei’”, revelou o diretor geral Mauro Gianetti. “É sempre fácil trabalhar com ele. É uma pessoa exigente, mas, ao mesmo tempo, não se abala se algo não acontece como ele deseja. Procura pessoas em quem possa confiar, que façam o trabalho por ele. Nunca nos repreendeu, não é esse tipo de pessoa. Motiva-nos através da confiança que transmite”, disse, por sua vez, Pavel Sivakov. Já Alex Carera, o seu agente e de Afonso Eulálio, compara Pogacar a Lionel Messi: “Nunca ouço os colegas de equipa a falar mal dele. O mesmo acontece com os mecânicos, o cozinheiro e os massagistas. Fala com todos da mesma maneira. Inspira respeito de todos e essa é a grande diferença”. Outro exemplo do seu companheirismo é o episódio do leão atirado para Florian Vermeersch quando estava no pódio e o belga a cruzar a linha de meta exatamente nesse instante.

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De regresso ao Tour, não foi preciso esperar muito para se assistir à primeira vitória de Tadej Pogacar, que venceu ao terceiro dia em Les Angles após um trabalho brilhante de Del Toro. Esse resultado colocou-o com a camisola amarela, embora em igualdade com Vingegaard. Ainda assim, a Emirates optou por perder a liderança no dia seguinte, acabando por recuperá-la na super etapa dos Pirenéus, com chegada em Gavarnie-Gèdre e passagem pelo Tourmalet. Foi precisamente no local onde se atribuiu o Prémio Jacques Goddet que o campeão do mundo recuperou a amarela e arrumou com a concorrência, assumindo a liderança com 2.42 minutos de vantagem para Jonas Vingegaard. A diferença foi de tal forma surpreendente que, após essa etapa, a organização admitiu ter falhado no desenho do percurso. Afinal, o objetivo inicial sempre foi adiar a decisão do Tour até à última semana, com Christian Prudhomme, diretor da prova, a admitir ter dificultado a tarefa de Pogacar no desenho do percurso.

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A partir daí, Tadej Pogacar teve de lidar com outro fator: a contestação do público, que chegou a manifestar-se com assobios contra si, num gesto que até motivou o repúdio de Vingegaard. Foi na etapa com chegada em Le Lioran, que o esloveno aproveitou o combustível do público para vencer no local em que tinha sido derrotado pelo dinamarquês em 2024, no Dia da Bastilha. Ganhou mais 54 segundos e iniciou a segunda semana com uma confortável vantagem de 3.36 minutos. Depois da polémica da falta de condições nos hotéis a que a Emirates não escapou — a equipa chegou a dormir sem ar condicionado por falhas na eletricidade –, o regresso da alta montanha veio com mais uma exibição dominadora de Pogacar, agora em Le Markstein, onde venceu isolado e acabou a festejar à… Cristiano Ronaldo. Foi aí que chegou às 125 vitórias, mas, acima de tudo, foi aí que nasceu a principal polémica desta Volta a França, que continua com mais pontos de interrogação do que factos.

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Durante a madrugada, Pogacar – que tem sido testado todos os dias por conta da sua constante presença no pódio – e Vingegaard foram acordados para realizarem um teste antidoping, numa medida que gerou muita contestação por conta da interrupção no descanso antes de mais uma etapa decisiva. A falta de equidade também chegou a ser questionada, embora no último dia de descanso todos os ciclistas tenham sido testados. O que é certo é que continua por explicar a intenção e os motivos por trás dos testes noturnos às duas maiores estrelas da competição e do pelotão internacional, algo que, no entanto, não foi suficiente para a ASO, organizadora da prova, se pronunciar. Já a UCI limitou-se a emitir um comunicado em que explicava a importância dos testes antidoping, admitindo que a recuperação dos ciclistas foi posta em causa. Foi na etapa do Plateau de Solaison que Jonas disse adeus à prova com uma queda aparatosa na saída de uma rotunda, motivada pela má abordagem dos seus companheiros de equipa. E a partir daí, tudo mudou no Tour de Tadej.

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Parece paradoxal, mas a perda do grande rival abalou o esloveno, que tinha na pessoa de Vingegaard um amigo e o elemento que mais o motivava a fazer tudo aquilo que ele fez nas duas primeiras semanas. Logo nesse dia saltou à vista o trabalho para Isaac del Toro, como se tratasse de um gregário, ao ponto de ter abrandado o ritmo do grupo onde também seguia Evenepoel a pedido do mexicano. No final voltou a não querer arrancar para a vitória, que caiu para o belga. As saudades de Jonas foram muitas, afinal, o talento de Pogacar alimenta-se dos objetivos e dos adversários que se atravessam no seu caminho. “O Tour não será o mesmo sem ti. As melhoras, meu amigo”, escreveu numa publicação em homenagem a Vingegaard. A corrida mudou a partir daí e Tadej não lhe foi indiferente… até encontrar um novo objetivo após o desaparecimento do rival, daqueles que nunca o foram, mas passaram a ser: deixar Del Toro no pódio. O novo desafio estava encontrado e foi concluído com sucesso.

A última semana arrancou com mais um segundo lugar atrás de Evenepoel, agora no contrarrelógio, e, à semelhança do ano passado, voltou a contar com problemas no seio da Emirates que podiam ter transfigurado este Tour, não estivesse um canibal metido em mais uma “alhada”. Depois de há um ano ter feito as últimas etapas com uma lesão nos joelhos, que teve origem num choque com um carro da Visma, os problemas voltaram a bater-lhe à porta, mas desta vez para destronarem aqueles que estavam à sua volta. Por entre um vírus que se intrometeu na equipa do Médio Oriente, Adam Yates sofreu com uma gastroenterite, Tim Wellens adoeceu e Brandon McNulty não conseguiu aguentar as dores depois de ter sido atropelado por um carro no contrarrelógio, abandonando durante a etapa 18. Nesse sentido, a primeira etapa do Alpe d’Huez chegou a arrancar mal para a Emirates, que tinha apenas Felix Grossschartner junto de Pogacar e Del Toro no final dos primeiros 25 quilómetros. Contudo, Pogi tinha uma missão para esse dia e voltou a defraudar as expetativas, entrando para a história na mítica subida dos Alpes com a vitória e a quebra do recorde que pertencia a Marco Pantani.

Com menor relevância, outro dos problemas que assolou – e parece continuar a assolar – a Emirates desde o início do Tour prende-se com os rádios, com os ciclistas a reportarem diversas falhas nas comunicações, por conta da mudança que a equipa árabe fez recentemente, adquirindo novos equipamentos. Por outro lado, a camisola amarela serviu como uma espécie de auréola para Pogacar, que esteve em risco de cair em pelo menos três ocasiões, acabando por resistir a todas: na 11.ª etapa pisou um bidão com a roda da frente, na queda que vitimou Vingegaard, Del Toro admitiu que teve de escolher entre si e Pogacar, no contrarrelógio ficou a centímetros de embater no lancil na mesma curva que atirou Florian Lipowitz (Red Bull) para fora da corrida e, no dia seguinte, viu a grande queda que abriu a 17.ª etapa iniciar-se à sua frente.

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A etapa rainha voltou a colocar Tadej Pogacar em destaque, mas numa perspetiva diferente. Como seria de esperar, a Emirates não teve equipa à altura de sobreviver ao desafio de aguentar os quase 5.500 metros de desnível positivo acumulado junto do líder e de Isaac del Toro. No Col du Galibier, Felix Grossschartner foi o último resistente e, quando abriu para o lado, quem assumiu o ritmo foi… o camisola amarela, a mais de 60 quilómetros da meta. Como tinha prometido na véspera, Pogacar não teve medo de dar a cara ao vento e comandar o grupo principal durante mais de 40 quilómetros em prol do pódio do mexicano, até a Decathlon CMA CGM assumir o trabalho em prol do terceiro lugar de Paul Seixas. A 17 quilómetros, na parte final da subida, voltou a controlar o ritmo, na altura em que o francês ficou para trás e o pódio estava assegurado. No final nem sequer respondeu ao ataque de Evenepoel e terminou a 20.ª etapa a comemorar com Del Toro em cima da linha de meta. Para a história fica um trabalho de gregário de cerca de 60 quilómetros.

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O melhor Tour da carreira, o exemplo de tranquilidade e felicidade e a “pressão” do Príncipe

Foi em entrevista à Marca, na quinta-feira, que Tadej Pogacar abriu pela primeira vez o jogo na antecâmara da sua quinta vitória na Volta a França. “Ganhar o meu quinto Tour significaria muito para mim. Muito mesmo. É a corrida mais importante do mundo e nunca sabes por quanto tempo conseguirás manter-te nessa posição. O importante é aproveitar o momento, ser grato por poder lutar pela vitória e retribuir o trabalho duro da equipa com um bom resultado. Seria uma conquista muito especial. Claro que todos querem vencer. É sempre uma grande batalha. Tivemos algumas ótimas disputas pela vitória nos últimos dias. Tenho muito respeito por todos os ciclistas do Tour, não só pelos meus rivais mais próximos, mas também por aqueles que lutam no pelotão ou pelos sprinters que disputam as etapas ao sprint. Tenho muito respeito por todos os ciclistas deste Tour”, assumiu.

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“Claro que ainda quero ganhar muitas outras corridas, mas não sou obcecado com isso. Se acabasse a minha carreira hoje, ficava muito feliz. Tenho os meus próprios objetivos. Quero fazer o meu próprio caminho e terminar a minha carreira satisfeito, sem arrependimentos. Tento aproveitar o momento, procurar novos desafios e não pensar nas críticas ou no que vem de fora. Às vezes é difícil, mas precisas de te concentrares em ti mesmo e fazeres o que gostas, sem te preocupares muito com tudo o que acontece ao teu redor. Sou daquelas pessoas que tenta sempre melhorar em tudo o que faz, desde o primeiro dia. O tempo voa. Tento aproveitar cada dia na bicicleta e manter-me motivado, porque uma carreira desportiva não dura tanto quanto parece. É preciso aproveitá-la ao máximo até ao fim. Vuelta? Neste momento estamos focados em terminar o Tour com força. Depois analisaremos os outros objetivos. É hora de nos concentrarmos totalmente no que resta desta competição”, concluiu o maillot jaune.

Curiosamente, a possibilidade de participar na edição deste ano da Volta a Espanha, com vista a fechar a trilogia de vitórias na geral, foi levantada pelo… Príncipe do Mónaco, Alberto II. Afinal, é de território monegasco que vai partir a Vuelta e também é ali que Pogacar mora com a namorada, a ciclista Urska Zigart (AG Insurance-Soudal). “Tadej Pogacar disse que estará na partida. Veremos. Temos outros residentes do Principado que são ciclistas muito talentosos, por isso estaremos bem representados. Esperamos que o nosso Victor Langellotti também esteja na partida. Acho que também poderemos falar do Mónaco do ponto de vista desportivo”, disse Alberto II, referindo-se ao único monegasco do pelotão, que compete na Netcompany Ineos. Questionado sobre as declarações do Príncipe, Pogacar respondeu com um sorriso: “Se o Príncipe disse, há uma grande possibilidade”.

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“Ele está a viver o melhor Tour da sua carreira. Tem uma conexão incrível com os seus companheiros de equipa e com toda a equipa. Está a viver o Tour mais tranquilo da sua vida. Está muito feliz. Há dias em que se ganha e dias em que se perde. Faz parte do desporto. Ele está muito tranquilo. Conversei com ele durante o dia de descanso e está tudo bem. Quando não estás bem fisicamente, é normal preocupares-te e levares cada situação mais a sério. Quando te sentes bem, tudo parece diferente. Críticas? Quando és uma figura pública, sabes que não podes agradar a todos. As pessoas são livres para escrever e expressar as suas opiniões. Ele não pode mudar para tentar agradar a todos, porque nunca conseguirá. Ele sabe que 90% dos fãs o aplaudem. E aqueles que não o aplaudem agora podem fazê-lo na próxima vez. É normal. Muitas vezes, quando alguém ganha muito, as pessoas preferem apoiar o underdog, aquele que começa com menos oportunidades”, abordou Carera à Marca.

Na entrevista, o agente foi questionado sobre o salário anual do melhor ciclista do planeta, que se deverá cifrar entre os oito e os dez milhões de euros. “Tadej é o número um do mundo e, claro, tem o maior salário. A diferença entre ele e o segundo ou o terceiro classificados é enorme. 65% do seu rendimento vem do seu salário e 35% dos patrocinadores pessoais. O ideal é aproveitar. Enquanto ele acordar com vontade de pedalar, pode continuar por muitos anos. Não há limite”, concluiu Alex Carera.