Uma menina de um ano morreu esta quinta-feira, depois de ter ficado esquecida no interior de uma carrinha do Colégio Mestre Cuco, em Almada. A informação foi avançada pelo Correio da Manhã e confirmada ao Observador por fonte do Comando Sub-Regional de Setúbal da Proteção Civil.
“Foi chamada uma viatura de emergência e quando chegou ao local já se encontrava aqui a PSP e a criança estava a ser submetida a manobras de reanimação”, refere o comandante Miguel Silva em declarações ao Observador. No entanto, as manobras não permitiram reverter a situação e “o óbito acabou por ser declarado no local”.
A VMER do INEM foi a primeira a chegar ao local e o médico e o enfermeiro iniciaram “de imediato manobras de reanimação”, que duraram cerca de 45 minutos. “Apesar dos esforços das equipas, não foi possível reverter a situação”, indica fonte oficial do INEM ao Observador. O alerta para a ocorrência em Almada foi dado às 15h53 e “foram mobilizados os Bombeiros Voluntários de Cacilhas, uma VMER e a Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de Emergência (UMIPE) do INEM”.
Jorge Cardoso, comandante dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, relata ao Observador que quando a sua equipa chegou, estavam a ser realizadas as manobras de reanimação. A menina foi retirada da viatura por uma funcionária, que abriu o carro e não precisou de partir vidros. A criança estava dentro de uma viatura deixada na Avenida Cristo Rei onde se situa o pré-escolar do Colégio, mas na realidade, frequentava a creche na Praceta Alfredo Keil, que fica a cerca de um quilómetro e meio de distância.
A família foi avisada pelos funcionários do Colégio e era hábito a menina ser recolhida de casa pela carrinha cinzenta da creche, habilitada para transporte de crianças, todas as manhãs.
Ao que o Observador apurou no local, a família está a receber assistência psicológica por parte das equipas do INEM. Cerca das 19 horas, ainda se encontravam crianças na creche.
A Polícia Judiciária (PJ) assumiu a investigação e não foram feitas detenções. Há peritos da PJ a fazer diligências no local.