A batalha legal entre Julio Iglesias e a vice-presidente do Governo de Espanha, Yolanda Díaz, ganhou um novo capítulo. Esta terça-feira, a imprensa espanhola adiantou que o cantor vai avançar para o Supremo Tribunal e exige o pagamento de 50 mil euros à política por danos morais.
No início do ano, Julio Iglesias já tinha processado Yolanda Díaz, após a fundadora do partido Sumar o ter acusado, numa entrevista e nas redes sociais, de exploração laboral e abuso sexual contra várias das suas trabalhadoras. Em maio de 2026, a número dois do Governo espanhol e o cantor tentaram chegar a um acordo, mas a política recusou retratar-se das declarações.
Tendo em conta que Yolanda Díaz tomou essa decisão, o cantor decidiu interpor um processo no Supremo Tribunal por “intromissão ilegítima no direito à honra e à intimidade pessoal”.
Para o cantor, Yolanda Díaz, um “alto cargo público” do Estado, emitiu uma “opinião pública” com uma clara presunção de culpa contra ele. Julio Iglesias alega que a vice-presidente o acusou de terem sido “cometidos abusos sexuais em sua casa e que os trabalhadores se encontravam em estado de escravidão”. Essas opiniões, diz, podem afetar gravemente a sua “honra, a intimidade, a imagem e a integridade psíquica”.
Além disso, Julio Iglesias moveu uma ação judicial num tribunal de Madrid por injúrias, calúnias e delito contra a integridade moral contra vários jornalistas que trabalham no elDiario.es por publicarem informações “falsas e injuriosas”.
Em entrevistas televisivas e nas redes sociais, Yolanda Díaz fez questão de sublinhar os “testemunhos arrepiantes” das ex-funcionárias. “Abuso sexual e uma situação de escravidão dentro de uma estrutura de poder baseada em agressão constante”, escreveu a ministra na rede social Bluesky em janeiro de 2026, agradecendo ainda às “mulheres corajosas” e a “jornalistas do eldiario.es por exporem o caso”.
Julio Iglesias foi denunciado por duas das suas ex-funcionárias pelos crimes de tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado e servidão, agressão sexual, ofensas corporais e crimes contra os direitos dos trabalhadores na sua luxuosa mansão em Punta Cana, na República Dominicana. Por falta de jurisdição, o Ministério Público espanhol arquivou as queixas.
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