Foi uma “reunião secreta” de que ninguém tinha tido conhecimento até agora. Esta terça-feira, numa visita a Berlim, o Presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev, expôs que dirigentes alemães e russos se encontraram em meados de julho na capital azeri, Baku, para uma reunião com o objetivo de acabar com o conflito na Ucrânia. O Chefe de Estado disse que não soube de antemão deste encontro — e o chanceler alemão, Friedrich Merz, também ficou surpreendido pela revelação.
Numa conferência de imprensa ao lado do chanceler alemão, Ilham Aliyev salientou que o território do Azerbaijão “foi utilizado para uma reunião” sem ter tido conhecimento prévio. “Não posso comentar os detalhes, porque não estivemos presentes na reunião”, prosseguiu o líder azeri, acrescentando que os dados dos voos “permitem” que ele “declare” que houve uma “reunião secreta em Baku”.
Apesar de não ter sido avisado, Ilham Aliyev assinalou que, se essa reunião tiver tido como objetivo o “fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia”, apenas se “pode saudar” a iniciativa. O Chefe de Estado detalhou ainda que o encontro ocorreu entre os dias 12 e 14 de julho.
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Questionado na mesma conferência de imprensa sobre se sabia desse encontro, Friedrich Merz respondeu que “não sabia” que tinha ocorrido. “Não tenho conhecimento de tal reunião”, vincou o chanceler alemão.
Na reunião secreta, estiveram presentes, da parte alemã, Matias Platzeck, antigo presidente do Partido Social-Democrata alemão (SPD) e ex-líder da região de Brandenburgo, que adotou — ao longo da sua carreira política — um discurso pró-russo. Também marcou presença Ronald Pofalla, da União Democrata-Cristã (CDU), que foi chefe de gabinete da antiga chanceler Angela Merkel entre 2009 e 2013 — e cujo nome tem surgido como um possível mediador para terminar a guerra.
Do lado russo, estiveram presentes Viktor Zubkov, antigo primeiro-ministro russo que preside ao conselho de administração da empresa energética Gazprom, assim como Valery Fadeyev, que lidera a Comissão de Direitos Humanos na Rússia. Os dois homens são próximos do Chefe de Estado russo, Vladimir Putin.
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