Adriano Rafael Moreira considera que “à data de hoje já devíamos estar a negociar em alta o salário mínimo de 2027” e diz que “o Governo tudo fará para que haja acordo entre os parceiros no sentido da revisão em alta” do salário mínimo que está previsto subir para os 970 euros no próximo ano, de acordo com a revisão anual no acordo tripartido sobre revisão salarial e crescimento económico.
O secretário de Estado, que falava na apresentação do Relatório sobre Emprego e Formação Profissional 2025, disse que o aumento “consta expressamente do documento que está assinado pela UGT e pelas quatro confederações patronais”. “Há um compromisso de aumento em 50 euros, mas também há um compromisso de revisão anual, e é necessário acelerar a evolução salarial“, defendeu ainda.
Adriano Rafael Moreira revela que “estão já marcadas três reuniões da Comissão Permanente da Concertação Social (CPCS) até ao final do ano” e diz que é “preciso arranjar pontes”. O governante partilha que ouviu de algumas confederações patronais que “vão aguardar pela próxima reunião da CPCS em que estará presente o ministro das Finanças” para discutir com mais pormenor a questão do salário mínimo nacional.
Num tom mais cauteloso, à margem da mesma apresentação, Maria do Rosário Palma Ramalho afirmou que o Governo “tem margem” para aumentar o salário mínimo em 2027 para os 970 euros previstos, tal como previsto no acordo tripartido sobre valorização salarial e crescimento económico, mas não se comprometeu a ir mais além.
“O Governo tem margem para cumprir o acordo que foi celebrado com os parceiros sociais, que, como sabem, não chega a esse valor. Qualquer alteração tem que ser negociada com os parceiros sociais e isso ainda não está neste momento em cima da mesa”, admitiu ainda a ministra do Trabalho.