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Houthis proíbem navios de escalar em portos sauditas

Um dia após os rebeldes do Iémen terem imposto um bloqueio naval à Arábia Saudita, proíbem agora que as companhias internacionais de navegação usem ou atraquem nos portos sauditas.

Agência Lusa
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Os rebeldes houthis do Iémen instaram esta terça-feira as companhias internacionais de navegação a deixarem de utilizar os portos da Arábia Saudita, ameaçando atacar embarcações ligadas ao reino, numa nova escalada das tensões entre as duas partes.

“Os navios estão proibidos de carregar ou descarregar mercadorias em qualquer porto saudita”, anunciou, em comunicado, o Centro de Coordenação de Operações Humanitárias Houthi (HOCC), organismo criado para comunicar com as empresas de navegação e emitir alertas sobre a campanha de ataques do movimento no Mar Vermelho.

O HOCC avisou que qualquer atividade marítima relacionada com a Arábia Saudita “exporia os navios infratores a sanções” e acrescentou que estas embarcações “poderiam também ser alvejadas em qualquer lugar dentro do alcance operacional” dos houthis.

O anúncio surge um dia depois de os insurgentes terem declarado um bloqueio marítimo à Arábia Saudita, que lidera desde 2015 uma coligação militar em apoio do Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

https://observador.pt/2026/07/20/olho-por-olho-houthis-anunciam-bloqueio-maritimo-a-arabia-saudita-apos-ataque-a-aeroporto-no-iemen/

Após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os houthis iniciaram ataques contra navios mercantes no Mar Vermelho, alegando agir em solidariedade com os palestinianos e procurando pressionar Israel.

O movimento pretende agora alargar essa estratégia à Arábia Saudita.

A escalada ocorre depois de o Exército iemenita ter bombardeado, na segunda-feira, o Aeroporto Internacional de Sana, controlado pelos houthis, para impedir a aterragem de um avião iraniano.

Os rebeldes acusaram Riade de estar por detrás do ataque e consideraram a ação mais uma demonstração do bloqueio imposto ao território sob o seu controlo, respondendo com ataques contra o país vizinho.