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O porta-voz do exército iraniano afirma que a guerra vai continuar até que o país atinja a “dissuasão total”, e não exclui a possibilidade de atacar o próprio território no caso de uma incursão terrestre de tropas norte-americanas na ilha de Kharg.
O brigadeiro-general Mohammad Akraminia, em declarações citadas pelo jornal Iran International, garante que o Irão pretende retaliar as forças norte-americanas que entrarem em qualquer ilha iraniana. “Esta é a lógica da guerra. Se os americanos pisarem uma das nossas ilhas, certamente que os alvejaremos nessas mesmas ilhas, mesmo que nos pertençam”, disse.
Pelo menos desde março a Casa Branca admite o desejo de ocupar Kharg. Na pequena ilha de cerca de 20 quilómetros quadrados, no norte do Golfo Pérsico, passa 90% de todo o petróleo exportado pelo regime, e a sua invasão apresenta-se como estratégica para controlar o Estreito de Ormuz.
Iranian Army spokesman Mohammad Akraminia said on state television on Monday Iran would bomb its own territory if US forces were to occupy it. pic.twitter.com/6BDRMgnduT
— Iran International English (@IranIntl_En) July 21, 2026
Akraminia disse também que os países que cooperam atualmente com Washington e continuam a utilizar o Estreito de Ormuz para o comércio e exportação de petróleo, devem esperar “problemas” na navegação. “Ninguém pode usar esta rota para trazer equipamento e munições e depois usá-los contra nós”.
Já em declarações divulgadas pela Al Jazeera, o comandante iraniano destaca que a tática para evitar agressões norte-americanas está a resultar. “A sabedoria dita que a guerra continue até que leve à completa dissuasão”, disse o porta-voz do exército iraniano. “Se isso não acontecer, o inimigo voltará a cometer o erro de atacar o território iraniano”.
O Irão tem atacado bases militares e sistemas de defesa dos EUA em países como o Bahrein e a Jordânia ou o Kuwait, enquanto as forças norte-americanas continuam os ataques contra alvos militares iranianos há dez dias consecutivos. No fim de semana, três soldados norte-americanos morreram em ataques iranianos na Jordânia e no Iraque e quase 100 militares americanos ficaram feridos na guerra ao longo das últimas duas semanas.
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