Uma juíza federal impediu temporariamente a Paramount Skydance de concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery, reporta a imprensa norte-americana. O negócio de 110 mil milhões de dólares (cerca de 96,36 mil milhões de euros) vai ficar interrompido por 14 dias, depois de doze estados norte-americanos terem interposto uma ação judicial contra a fusão dos dois estúdios alegando que o negócio viola as leis antimonopólio.
Segundo a NBC News, as duas empresas previam consumar o acordo na próxima quarta-feira, dia 22 de julho, mas a juíza Araceli Martínez-Olguín, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, emitiu uma ordem de restrição temporária. As duas partes serão ouvidas no próximo dia 3 de agosto em tribunal, data em que a juíza vai decidir se estende a suspensão ou se deixa o negócio continuar.
“Esta é uma primeira vitória crucial no nosso processo para garantir que esta megafusão nunca venha a concretizar-se”, afirmou num comunicado o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, um democrata que lidera a ação judicial dos estados.
A Paramount chegou a um acordo para adquirir a Warner Bros. Discovery este ano, numa iniciativa que, segundo a empresa, visa competir com gigantes do streaming como a Netflix e a Amazon. A fusão uniria sob o mesmo teto dois grandes estúdios cinematográficos, os serviços de streaming HBO Max e Paramount+ e redes de televisão como a CBS e a CNN.
Na última semana, 12 estados norte-americanos com governação democrata (Califórnia, Nova Iorque, Washington, Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jérsia, Novo México e Oregon) moveram uma ação judicial com o objetivo de travar a aquisição argumentando numa queixa de 38 páginas que esta “extinguiria a concorrência” em Hollywood. Os estados argumentaram que o negócio conferiria à Paramount um domínio desproporcionado sobre a produção de filmes de grande envergadura — potenciais sucessos de bilheteira de elevado custo que sustentam as receitas dos estúdios — e sobre os canais de televisão por cabo.
[Já saiu o segundo episódio de “O Candidato Perfeito”. Em “Câmara Lenta”, José Valbom acorda num armazém, vigiado por homens que falam russo. Os inspetores seguem o rasto de um carro preto. A polícia aperta o cerco, mas o tempo está a esgotar-se. Este novo podcast de ficção do Observador, em parceria com a Coyote Vadio, é a continuação da história de “O Zé faz 25”. Conta com as vozes de José Raposo, Tiago Teotónio Pereira, Madalena Almeida, Vera Moura, Paulo Calatré, Susana Brandão, Sara Matos, Fábio Baptista, Pedro Laginha e Carla Andrino. Pode ouvir o primeiro episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
