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Oito jogos, um golo sofrido, o melhor registo de sempre — que só alimenta o recorde brutal de Fabián Ruiz

Espanhóis só concederam um golo em todo o Mundial 2026, nos quartos de final, e melhoraram um registo inédito que já lhes pertencia. Pelo meio, Fabián Ruiz continua sem perder no tempo regulamentar.

Mariana Fernandes
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Unai Simón recebeu o prémio de melhor guarda-redes do Mundial 2026, com a realização televisiva da final a ser objetiva ao ponto de focar Emiliano Martínez no momento em que o espanhol agarrou no troféu, e a decisão não foi por acaso. Espanha conquistou o Campeonato do Mundo com apenas um golo sofrido em oito jogos disputados — o melhor registo de sempre de um campeão mundial.

Os espanhóis só concederam nos quartos de final, contra a Bélgica e num golo de Charles de Ketelaere que empatou o jogo depois de Fabián Ruiz abrir o marcador e antes de Mikel Merino ser decisivo, e superaram o próprio registo de 2010, com dois golos sofridos em sete jogos, que era ainda o melhor de sempre no Campeonato do Mundo em igualdade com os mesmos dois golos sofridos em sete jogos por Itália em 2006 e França em 1998.

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Espanha é campeã do mundo pela segunda vez na história e 16 anos depois da primeira, em 2010 e na África do Sul com o golo de Andrés Iniesta no prolongamento da final contra os Países Baixos, e igualou França e Uruguai na lista de vencedores — Inglaterra ficou para trás, com um triunfo, seguindo-se Argentina (três), Alemanha e Itália (quatro) e Brasil (cinco). Os espanhóis levam agora 38 jogos seguidos sem perder em 90 ou 120 minutos em todas as competições, a série mais prolongada de sempre na Europa e na América do Sul, recordando que perderam contra Portugal na decisão por grandes penalidades na final da Liga das Nações há pouco mais de um ano.

Com a conquista deste domingo nos EUA, Espanha voltou a fazer exatamente o que tinha feito há 16 anos: sagrou-se campeã mundial enquanto ainda é campeã europeia, juntando o troféu do Mundial 2026 ao do Euro 2024 tal como tinha juntado o do Mundial 2010 ao do Euro 2008, conseguindo ainda alargar a total hegemonia internacional com o Euro 2012. Antes, só a RFA tinha feito igual, ao ser campeã europeia em 1972 e campeã mundial em 1974, sendo que França alcançou o inverso, conquistando o Mundial 1998 e depois o Euro 2000.

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A vitória de Espanha contra a Argentina continua a alimentar um registo individual impressionante de Fabián Ruiz. O médio do PSG cumpriu a 50.ª internacionalização na final do Campeonato do Mundo e continua sem qualquer derrota em 90 ou 120 minutos pelos espanhóis, somando 35 vitórias e 15 empates e apenas o tal desaire contra Portugal na final da Liga das Nações do ano passado, nas grandes penalidades. Curiosamente, é também o único jogador que conseguiu juntar a Liga dos Campeões ao Campeonato do Mundo na atual temporada, tendo celebrado com os franceses antes de se juntar à comitiva espanhola.