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(A) :: Trump voltou a entregar a taça, Trump voltou a ficar na foto: a festa da Espanha, entre agressões, prémios e "o" protagonista

Trump voltou a entregar a taça, Trump voltou a ficar na foto: a festa da Espanha, entre agressões, prémios e "o" protagonista

Final do jogo teve agressões de Paredes a Eric Garcia e Gavi, entre mais momentos de tensão. Com ânimos menos exaltados, Espanha "limpou" todos os prémios antes do "remake Trump" do Mundial de Clubes.

Bruno Roseiro
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Lionel Scaloni estava a adivinhar, Walter Samuel ainda mais – ou não fosse ele um daqueles guerreiros que, quando havia confusão, andavam sempre por lá. Quando o jogo terminou, a equipa técnica da Argentina sabia que tinha uma missão a cumprir. Não era consolar jogadores, não era cumprimentar os adversários, era só “controlar” a ira que seria uma questão de tempo até rebentar. Meu dito, meu feito: Leandro Paredes, que apesar de ter entrado ao intervalo andou sempre no limite da expulsão com segundo amarelo, entendeu que Éric Garcia o estava a provocar, ainda se atirou ao pescoço do central e virou-se depois a Gavi, que se tentou ir meter no meio. O médio estava de cabeça perdida e só uma intervenção rápida impediu algo pior.

https://observador.pt/2026/07/19/nao-ha-melhor-truque-e-artimanha-do-que-jogar-apenas-futebol-a-cronica-da-final-do-mundial-entre-espanha-e-argentina/

Não foi o único caso de tensão. A certa altura, Nico Otamendi estava também de dedo em riste para Rodri, que tentava ainda perceber o que é que o antigo central do Benfica tinha visto de errado no comportamento que ele ou algum companheiro teve. Era o calor do momento a falar, sendo que a “separação” que as duas comitivas conseguiram delimitar ajudou a serenar ânimos. Aí, havia festa do lado espanhol, sempre muito controlada até pela forma discreta como Luis de la Fuente celebrou quase a dar o exemplo a todos os outros, e algumas lágrimas entre os jogadores argentinos, com Lionel Messi sentado no relvado, sozinho, a olhar em volta quase a assumir que vai ter saudades de andar a desafiar os melhores nestas competições.

https://twitter.com/FabrizioRomano/status/2078994500978905168

https://twitter.com/ArturoVill7/status/2079010289463529759

Se esta foi uma final desequilibrada como há muitos anos não se via, também não é fácil recordar um epílogo de decisão tão tranquilo como este. Ficou quase essa ideia de que a Espanha sentiu que foi tão superior em relação a todos os adversários que a vitória funcionava como mera confirmação de algo “esperado”. Por isso, naturalidade era a palavra que melhor definia o que se vivia: sorrisos, algumas brincadeiras e essa tentativa de cumprir todas as regras que os funcionários da FIFA iam dando do lado dos espanhóis, total resignação e tristeza por parte dos argentinos. Estava prestes a entrar em cena um novo (e habitual) protagonista.

https://twitter.com/sporttvportugal/status/2078964282738303480

Donald Trump, acompanhado por Gianni Infantino, pelos representantes dos outros países organizadores (a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney), pelo rei Filipe VI e pelos líderes da Real Federação Espanhola de Futebol, da Associação de Futebol da Argentina e também da CONMEBOL, ouviu ainda bastantes assobios quando entrou no relvado, fez inicialmente uma má cara mas, a partir do momento em que subiu ao palanque e sentiu que estava no centro das atenções, recuperou aquela boa disposição que transparecera na tribuna durante a partida. Era o momento da entrega dos prémios individuais (os possíveis, porque Kylian Mbappé só hoje foi confirmado como melhor marcador).

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Saiu tudo à Espanha: linha, bingo e cartão cheio. Pau Cubarsí ainda se tentou esquivar mas teve de ir para o início da fila dos espanhóis para passar pelo corredor dos calduços antes de subir, sempre de forma tímida, ao palco para receber o prémio de Melhor Jogador Jovem. Seguiu-se Unai Simón. Mais experiente, mais batido, mais sorridente, também a passar pelo corredor e a avançar para o palco onde, já com o troféu de Melhor Guarda-redes na mão, trocou um longo abraço com o rei Filipe VI a coroar o triunfo. Faltava apenas o galardão que levantava mais dúvidas, com a vitória na final a revelar-se determinante para que Rodri, que assumiu a braçadeira do conjunto espanhol, vencesse Messi na corrida pelo MVP do torneio de 2026.

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Era tempo da distribuição das medalhas, com Lionel Messi a liderar a comitiva argentina antes de receber a prata que não desejava, avançar para junto da bancada onde estavam concentrados muitos dos adeptos sul-americanos e soltar pela primeira vez algumas lágrimas pela forma como, mesmo depois da derrota, todos continuavam a cantar pela Argentina… e por si. Ato contínuo, todos os argentinos seguiram depois na mesma direção, deixando o palco e todo esse espaço central para os vencedores, que foram chamados um a um pelo número e nome ao palco antes de receberem a medalha, beijarem a taça e esperarem pelo momento. Cuti Romero fugiu ao cumprimento a Donald Trump, Borja Iglesias foi um dos que nem sequer olhou.

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Luis de la Fuente, treinador da Espanha, ficou algum tempo a falar com Gianni Infantino, que apontou para a cabeça do técnico e para a sua quase a dizer que o mundo estava a ser dominado pelos homens sem cabelo. Donald Trump ria-se, antes de ter também o cumprimento mais prolongado de todos ao espanhol para dar os parabéns pela conquista. Estava a chegar o momento que todos ansiavam, com Keyne, o irmão mais novo de Lamine Yamal que se tornou um autêntico fenómeno nas bancadas, a ser também muito procurado pela realização. E, mais uma vez, houve um “intruso”: após levar o troféu até Rodri (os homólogos do México e do Canadá tinham saído de cena), o presidente dos Estados Unidos voltou a querer ficar na fotografia. Foi um pouco mais discreto do que no Mundial de Clubes ganho pelo Chelsea, Gianni Infantino também tentou que o líder saísse do palco, mas a verdade é que, no momento alto da festa, ele voltou a ficar na foto…

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https://twitter.com/nocontextfm1/status/2078975915334197559

Com este triunfo, o segundo da Espanha noutras tantas finais de Mundiais depois do sucesso na África do Sul em 2010 diante dos Países Baixos após prolongamento, a Europa reforçou o peso como continente com mais títulos num total de 13 (quatro da Alemanha e da Itália, dois de França e Espanha e um de Inglaterra), contra apenas dez da América do Sul (cinco do Brasil, três da Argentina e dois do Uruguai).

https://twitter.com/playmaker_PT/status/2078963637109088570