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Duplo sismo na Venezuela: 5.069 mortos, 120 portugueses entre as vítimas

A atualização das autoridades venezuelanas dá conta de mais 139 mortes. O número de feridos (16.740) e desalojados (17.907) mantém-se. Governo estima que número de casas necessárias seja 25.000.

Agência Lusa
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O número de mortos pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho subiu esta sexta-feira para 5.069, após o registo de 139 novas mortes, de acordo com os dados mais recentes divulgados pelas autoridades venezuelanas.

Os dados foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que indicou também que o número de feridos se mantém nos 16.740.

O número de desalojados mantém-se nos 17.907, de acordo com a contagem divulgada na conta da rede social Telegram de Rodríguez, que é também irmão da presidente interina Delcy Rodríguez.

As autoridades, segundo o mais recente relatório, prestaram assistência a 128.324 famílias afetadas pelos sismos de magnitude 7,2 e 7,5, enquanto 21.235 pessoas estão em 107 acampamentos temporários.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Entre os mortos, há pelo menos 120 portugueses e lusodescendentes, e outros 50 estão desaparecidos.

Desde 24 de junho, foram registados 1.331 tremores de terra. Na manhã de 10 de julho ocorreu o tremor mais significativo, de magnitude 3,9, a 10 quilómetros de Naiguatá, no estado de La Guaira, a zona mais afetada pelo sismo duplo.

O tremor secundário de há uma semana causou o pânico entre a população e levou à evacuação de edifícios como medida de precaução.

No passado fim de semana, o Governo anunciou o início de um censo para determinar o número de casas necessárias, embora estime que o número possa chegar às 25.000.

O Parlamento venezuelano aprovou na terça-feira um projeto de reforma da lei para acelerar a construção de habitações no país após os sismos.

O primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Pedro Infante, explicou que esta alteração à Lei contra a Fraude Imobiliária, que necessita de passar por um segundo debate para aprovação final, visa garantir melhores condições com segurança jurídica e capacidade de financiamento para que o setor privado possa iniciar um “processo agressivo” de construção de habitação.