O parlamento do Japão aprovou esta sexta-feira uma lei que permite flexibilizar as regras de sucessão imperial, numa altura em que aumentam as preocupações com o futuro do sistema imperial no país. Segundo a nova lei, familiares homens de gerações distantes — com mais de 15 anos — poderão ser integrados na família imperial, sendo incluídos na lista de sucessão. Contudo, continua proibida a ascensão de mulheres ao trono, escreve a BBC.
O projeto de lei, aprovado pela câmara alta do parlamento nipónico esta sexta-feira, permite que a família imperial integre familiares distantes do sexo masculino com mais de 15 anos e permite que as mulheres mantenham o seu estatuto real mesmo se casarem com alguém que não integre a família imperial.
No entanto, a lei agora aprovada continua a manter a proibição de as mulheres ascenderem ao trono. Apesar do amplo apoio público a uma mudança que permitisse às mulheres tornarem-se imperatrizes no futuro, os membros do parlamento japonês decidiram manter a lei inalterada — o que significa que a princesa Aiko, filha única do atual imperador Naruhito (de 66 anos), fica impedida de suceder ao pai.
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Atualmente, o primeiro na linha de sucessão ao trono é Fumihito, de 60 anos, irmão mais novo do imperador. O filho de Fumihito, o príncipe Hisahito, de 19 anos, é o segundo na linha de sucessão. O terceiro na linha de sucessão, e último candidato elegível ao trono, é o tio do imperador, de 90 anos. Sem as mudanças na lei agora aprovadas, a linha de sucessão encerrar-se-ia se o príncipe Hisahito não tivesse um filho homem.
No entanto, as alterações agora aprovadas vão permitir à família imperial integrar parentes masculinos afastados (provenientes de 11 antigos ramos imperiais, extintos após a Segunda Guerra Mundial) com mais de 15 anos, sendo que os futuros filhos destes poderão também vir a ser elegíveis para ocupar o trono.
Esta é a maior reforma da lei imperial japonesa desde 1949, e surge numa altura em que aumentam as preocupações com a falta de herdeiros homens na família imperial.
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