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(A) :: Caso Henry Nowak: mãe do assassino condenada a três anos de prisão por ocultar a faca com que o filho matou o jovem de 18 anos

Caso Henry Nowak: mãe do assassino condenada a três anos de prisão por ocultar a faca com que o filho matou o jovem de 18 anos

Kiran Kaur, de 53 anos, removeu a arma do local do crime e escondeu-a em casa. A faca só foi encontrada uma semana após o homicídio, em Southampton.

João Paulo Godinho
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Depois de condenar à prisão perpétua o homem responsável pelo homicídio de Henry Nowak, a justiça britânica condenou agora a mãe do arguido a três anos de prisão, por ter removido a faca que foi usada para matar o jovem de 18 anos do local do crime. Segundo o jornal The Telegraph, Kiran Kaur, de 53 anos, terá ajudado o filho, Vickrum Digwa, a ocultar a arma do crime, que apenas foi encontrada uma semana após o homicídio.

O caso da morte de Henry Nowak abalou o Reino Unido nos últimos meses, face às imagens que vieram a público da polícia a algemar o jovem britânico quando este tinha sido esfaqueado. Os agentes terão algemado Nowak após Digwa alegar que teria sido alvo de abusos racistas, enquanto o jovem de 18 anos agonizava e a polícia se recusava a prestar ajuda ao jovem, apesar de este estar a sangrar e ter dito que não conseguia respirar. O caso levantou um debate público sobre discriminação policial.

Digwa usou uma faca de grandes dimensões (com uma lâmina de 21 centímetros que seria usada enquanto elemento da sua fé sikh) para o crime, cometido numa rua de Southampton, em 2025. A mãe, que se tinha deslocado ao local do homicídio, pegou na faca e correu de volta para a casa da família — que ficava perto do lugar onde Nowak foi assassinado — para a esconder, segundo foi anteriormente relatado em tribunal. Foi detida mais tarde nessa mesma noite e a faca foi encontrada uma semana após o homicídio.

https://observador.pt/2026/07/03/homem-condenado-pela-morte-de-jovem-britanico-henry-nowak-apresenta-recurso-da-condenacao/

Na leitura da decisão do tribunal, o juiz William Mousley considerou que Kiran Kaur “queria que ele [o filho] evitasse ser apanhado” pelas autoridades. “Em vez disso, levou a faca para casa e colocou-a junto de uma coleção mais vasta de armas cerimoniais e outras armas no quarto do seu filho. Isso teria ajudado a ocultar aquilo para que tinha sido utilizada”, disse.

Por sua vez, Digwa foi condenado, no mês passado, a uma pena de prisão perpétua, estando obrigado a cumprir um mínimo de 21 anos de prisão depois de ter matado o estudante de 18 anos, esfaqueando-o várias vezes, no passado dia 3 de dezembro.

Tanto a defesa de Vickrum Digwa como o Ministério Público apresentaram recurso da condenação, com os procuradores a entenderem que a pena aplicada foi demasiado branda.

Entretanto, foi anunciado pelas autoridades britânicas que os dois polícias que algemaram Henry Nowak estão também a ser alvo de uma investigação por uma possível “má conduta grave”.

https://observador.pt/2026/07/01/dois-policias-investigados-por-alegada-ma-conduta-grave-apos-morte-de-henry-nowak-o-jovem-esfaqueado-e-algemado-em-southampton/

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