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Castelo Branco na Vanguarda da Grande Área Empresarial — A infraestrutura estratégica que rompe fronteiras

Castelo Branco tem o terreno, a ferrovia, o aeródromo, as autoestradas e as parcerias internacionais estruturadas. Estamos prontos para liderar a transformação económica de Portugal

Leopoldo Rodrigues
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A geografia económica de Portugal aproxima-se de um ponto de viragem incontornável. Não se trata já de alimentar velhas assimetrias ou de insistir em diagnósticos estéreis sobre o Interior, mas sim de assumir que estamos num momento crucial de decisão, que pode ser pragmática e histórica para o desenvolvimento deste território e, consequentemente, do país.

O Governo, ao reconhecer a urgência de criar alternativas ao eixo litoralizado de Sines para acolher indústrias de grande dimensão, toca no cerne daquilo que o país reclama há décadas: visão estratégica.

A intenção de criar seis Grandes Áreas Empresariais (GAE) ao abrigo do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) — destinando, por justiça, uma delas ao Interior da Região Centro — é a janela de oportunidade ideal. Mas a escolha da localização de uma infraestrutura desta magnitude não se pode basear em meras intenções políticas ou em “estudos de papel”. Exige visão de futuro, maturidade de planeamento e, acima de tudo, grandes infraestruturas já construídas e disponíveis.

É neste cenário de absoluta prontidão que Castelo Branco se afirma, demonstrando a escala e a maturidade que este projeto exige. Não estamos a apresentar uma manifestação de interesse abstrata ou uma lista de desejos para o futuro; estamos a colocar em cima da mesa um projeto estruturado, trabalhado de forma efetiva há vários meses, com parcerias estratégicas já consolidadas e conversações avançadas que em breve serão oficializadas em protocolo. Unimos a ambição municipal aos projetos do “Interior Marca” e da “PLIBI – Plataforma Logística Ibérica da Beira Interior”. Olhar para Castelo Branco hoje é olhar para o nó central da Península Ibérica, um território com uma centralidade geográfica e logística imbatível que funciona como o corredor direto entre os grandes portos atlânticos e o coração da Europa. Esta conectividade sairá reforçada com a concretização do IC31, a futura autoestrada que garantirá a ligação rápida a Madrid, a qual, aliada à já existente A23, nos coloca na vanguarda da distribuição ibérica.

A verdadeira competitividade de uma GAE assenta na sua capacidade multimodal e, nesta matéria, os argumentos de Castelo Branco são inequívocos e incontornáveis. Esta área tem uma escala soberana que se estende por todos os eixos. Pelo ar, dispomos de um Aeródromo Municipal operacional com uma pista de 1,5 quilómetros, cuja expansão para 2,5 quilómetros está salvaguardada no PDM para receber aviação de carga de grande porte. Por terra, as autoestradas garantem a fluidez rodoviária. Pela ferrovia, a Linha da Beira Baixa, moderna e eletrificada, assegura a ligação direta ao eixo Lisboa/Guarda para um escoamento sustentável. Pelo mar, ligamo-nos diretamente aos grandes Portos de Lisboa e Setúbal.

A par disto, oferecemos uma disponibilidade territorial sem paralelo. Frente à escassez nacional de solo industrial plano, a autarquia disponibiliza de imediato 250 hectares com orografia favorável, adjacentes aos 280 hectares da ALECB, onde já operam mais de 200 empresas devido a custos ultracompetitivos, com lotes a 0,01€/m². Mais do que isso, temos a capacidade tecnicamente avaliada para expandir esta área até cerca de 3 000 hectares, uma garantia de escala integrada impossível de replicar no litoral.

Uma Grande Área Empresarial de sucesso não sobrevive isolada. Por isso, antecipando as necessidades do mercado, o Município garantiu uma parceria crucial com a Administração dos Portos de Lisboa, Setúbal e Sesimbra para a criação de um Porto Seco local. Este projeto atuará como a “extensão terrestre” dos portos nacionais, retendo valor em Portugal e resolvendo a lacuna de sermos o único país ibérico sem uma grande freight village interior estruturante.

O alcance da PLIBI vai muito além-fronteiras. Vamos protocolar parcerias com portos atlânticos dos PALOP, incluindo uma proposta do Norte do Brasil, para fixar aqui o centro de alfandegamento europeu.

O Governo tem agora nas mãos a oportunidade histórica de descentralizar o investimento com inteligência. Mais do que equilibrar o mapa, atribuir esta Grande Área Empresarial ao Centro Interior do país é dotar Portugal de uma infraestrutura estratégica capaz de alavancar e dinamizar a economia de todo o território português e espanhol.

O país não pode dar-se ao luxo de errar ou de adiar. A decisão do Executivo deve ser suportada em trabalho efetivo e real, em localizações concretas e em infraestruturas prontas. Castelo Branco tem o terreno, a ferrovia, o aeródromo, as autoestradas e as parcerias internacionais estruturadas. Temos, acima de tudo, o trabalho feito. Estamos prontos para liderar a transformação económica de Portugal e ser a grande plataforma do contexto ibérico.

A capacidade está totalmente demonstrada; resta ao Governo decidir a favor do futuro do país