O primeiro teste à porta aberta não correu bem, mas também não correu mal. Depois de ter empatado com o Caldas (2-2) e de ter goleado o E. Amadora (5-2) nos particulares realizados no Seixal, o Benfica rumou ao sul do país para dar a conhecer aos adeptos e ao público em geral a sua primeira versão sob o comando técnico de Marco Silva e, frente ao Flamengo, a equipa não desiludiu, apesar da derrota num duelo de carácter particular que foi vivido com particular intensidade pelo atual campeão sul-americano (1-2). Na retina ficou a lesão de Jaden Umeh, que foi uma das surpresas neste arranque de pré-temporada e vai ficar de fora cerca de três meses. Por outro lado, a defesa continuou a comprometer, em particular António Silva e Samuel Dahl, esperando-se que o central português abandone a Luz nos próximos dias, com Jhon Durán a fazer o trajeto inverso para assinar por empréstimo com opção de compra, segundo a imprensa desportiva.
https://observador.pt/2026/07/11/uma-aguia-inconclusiva-foi-ineficaz-contra-um-flamengo-mais-adiantado-a-cronica-do-benfica-flamengo/
Depois de ter abdicado de André Gomes, Rafael Luís e João Fonseca (que entretanto foi emprestado ao Moreirense) nos primeiros dias de trabalho, Gonçalo Moreira não marcou presença na ficha de jogo frente aos brasileiros, ao passo que Tiago Gouveia e Anísio Cabral foram os únicos jogadores de campo não utilizados pelo novo treinador, que continua à espera de reforços, essencialmente para o meio-campo, onde terá perdido para a concorrência, nos últimos dias, João Palhinha e Ibrahima Ba. O que é certo é que, a menos de uma semana do início oficial da temporada, as águias contrataram Jakub Kaminski, Gabriel Índio e Clément Lenglet. Nos próximos dias, Tomás Araújo já estará a trabalhar no Seixal, juntamente com Amar Dedic, que voltou esta sexta-feira. Ficam a faltar apenas Andreas Schjelderup, Fredrik Aursnes, Dodi Lukebakio e Richard Ríos, que vão falhar a primeira mão diante do St. Gallen.
“É uma equipa técnica nova, há muitos jogadores novos e aos poucos vamos incorporando os que chegam. Temos de esperar pelos que estão no Mundial, que são fundamentais, e temos que estar atentos àquilo que é o mercado em posições que precisamos. É óbvio que não será tão rápido como todos queríamos. O importante é olhar para os jogadores que temos e fazer com que eles percebam a nossa ideia o mais rápido possível. A atitude tem sido muito boa. É sempre importante ter os jovens da formação com o plantel. Este é um momento muito particular nesse aspeto. Antes de chegar o Kaminski nem sequer tínhamos uma solução para as alas no primeiro jogo, por exemplo. Sem querer dizer nomes, alguns destes jovens vão ficar connosco esta temporada, sem dúvida. A mim interessa-me deixar boas impressões aos adeptos quando chegar maio. Com maiores ou menores dificuldades e com muita coisa que se vai falar. É preciso manter a calma e ser paciente. Depois, em maio, falamos”, assumiu Silva à BTV e à DAZN no final do primeiro jogo no Estádio Algarve.
Ficha de jogo
Benfica-Villarreal, 2-0
Jogo de preparação para a época 2026/27
Estádio Algarve, em Faro/Loulé
Árbitro: António Nobre (AF Leiria)
Benfica: Samu Soares; Alex Bah (Daniel Banjaqui, 85’), António Silva (Gabriel Índio, 85’), Clément Lenglet (Manu Silva, 46’), Samuel Dahl (José Neto, 85’); Leandro Barreiro (Rui Silva, 81’), Enzo Barrenechea (Miguel Figueiredo, 81’); Rafa Silva (João Rego, 81’), Giorgi Sudakov (Gianluca Prestianni, 71’), Jakub Kaminski (Tiago Gouveia, 71’); Vangelis Pavlidis (Franjo Ivanovic, 81’)
Suplentes não utilizados: Anatoliy Trubin, Diogo Ferreira e Anísio Cabral
Treinador: Marco Silva
Golos: Rafa (52’) e Pavlidis (76’)
Ação disciplinar: Gerard Moreno (30’) e Enzo (55’)
De volta ao palco localizado na fronteira entre os concelhos de Faro e Loulé, que foi construído para o Campeonato da Europa de 2004, o Benfica despediu-se, para já, dos jogos de preparação frente ao Villarreal, que terminou a última temporada no terceiro lugar do Campeonato espanhol e encontrava-se a dar os primeiros passos em 2026/27. Sem o jovem extremo irlandês, Marco Silva estava obrigado a mexer no seu onze inicial e optou por colocar Jakub Kaminski no lado esquerdo, mexendo ainda na baliza, onde Samu Soares rendeu Anatoliy Trubin. Assim, começa a ganhar moldes o primeiro onze oficial do novo treinador, onde dificilmente não estarão presentes Alex Bah, Lenglet, Samuel Dahl, Enzo Barrenechea, Leandro Barreiro, Rafa Silva, Giorgi Sudakov e Vangelis Pavlidis, permanecendo um ponto de interrogação em torno de António. No banco de suplentes mantiveram-se os restantes jogadores que estiveram no duelo com o Flamengo, à exceção de Umeh.
Frente ao submarino amarelo, o Benfica voltou a partir de um 4x2x3x1, que se desdobrou num 4x4x2 com bola, com Sudakov a juntar-se a Pavlidis na primeira linha de pressão, ao passo que, com bola, o ucraniano baixava no terreno para construir o jogo de frente para a baliza adversária. Ainda assim, as águias começaram com algumas dificuldades diante de um Villarreal intenso, forte na pressão e que começou por assumir o controlo do jogo. Com o passar dos minutos a turma vermelha e branca melhorou, começou a aproximar-se da baliza de Luiz Júnior, antigo guarda-redes do Famalicão, mas pouco perigo houve num período que acabou com baixa intensidade e sem qualquer oportunidade.
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Ao intervalo, Silva decidiu lançar Manu Silva no lugar de Lenglet, testando o camisola 16 à direita de António Silva no centro da defesa. Logo a abrir, Pavlidis baixou para o seu meio-campo para receber em apoio, rodar e lançar Rafa no corredor central, o internacional português recebeu orientado, tirou um adversário do caminho e, dentro da área, inaugurou o marcador com um chapéu de qualidade a Júnior (52′). A partir daí o jogo voltou a acalmar, mas com superioridade das águias, que lançaram Tiago Gouveia e Gianluca Prestianni para a reta final. Nessa condição, o argentino descobriu Vangelis Pavlidis no interior da área, o avançado recebeu, tirou um adversário do caminho e atirou a contar para o 2-0 (76′). Ainda houve tempo para Rui Silva, Miguel Figueiredo, João Rego, Franjo Ivanovic, José Neto, Daniel Banjaqui e Gabriel Índio entrarem, mas o resultado manteve-se inalterado (2-0).
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O destaque
- Num dia que ficou marcado pelos alegados desenvolvimentos em torno do negócio que deverá levar Jhon Durán para o Estádio da Luz, Vangelis Pavlidis respondeu com uma assistência e um golo, em dois lances em que mostrou toda a sua qualidade, tanto para jogar em zonas mais recuadas no apoio como para finalizar dentro da área. Destaque ainda para Jakub Kaminski e Rafa Silva que, apesar de ainda não se entenderem na perfeição, partem na pole position para a temporada no que concerne às alas. Na primeira parte o polaco mostrou que pode ser um desequilibrador, ao passo que, na segunda, o português inaugurou o marcador com um golo de classe.
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A surpresa
- Se António Silva claudicou no jogo anterior, embora se tenha mostrado mais confortável frente ao Villarreal, o mesmo não se pode dizer de Clément Lenglet, que encaixou que nem uma luva no Benfica, trazendo experiência, controlo com bola e uma qualidade de passe que se revela um upgrade em relação a Nico Otamendi. Ainda assim, pode dizer-se que a equipa melhorou com a entrada de Manu Silva para o centro da defesa, mostrando que é uma aposta válida para aquela posição, que já tinha feito no V. Guimarães, embora numa defesa com três centrais. Passou para o meio-campo na reta final e colecionou de imediato uma recuperação de bola. Na baliza, Samu Soares voltou a mostrar-se seguro e está claramente na luta pela titularidade.
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As ausências
- Apesar de ter recebido, esta sexta-feira, Amar Dedic depois da participação no Mundial, o bósnio não saiu de Lisboa onde teve de ser submetido aos habituais exames médicos e acabou por não viajar com a equipa, perspetivando-se que jogue poucos minutos frente ao St. Gallen. Fora desse jogo também deverá estar Tomás Araújo, que se encontra a cumprir os últimos dias de férias e vai voltar ao Seixal nos próximos dias. Certas são as ausências de Andreas Schjelderup, Fredrik Aursnes, Richard Ríos e Dodi Lukebakio, que só deverão voltar entre a primeira e a segunda mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Há ainda a registar a ausência de Jaden Umeh por lesão e o facto de Diogo Ferreira e Anísio Cabral terem voltado a ficar no banco.
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O que se segue
- Terminada a digressão algarvia com chancela de um dos principais patrocinadores do clube, o Benfica tem agora cinco dias para ultimar a preparação da temporada, tendo pela frente uma viagem para a Suíça, onde vai abrir as hostilidades frente ao St. Gallen, num jogo em que deverá contar com um forte apoio dos emigrantes. É na quinta-feira (dia 23) que as águias vão dar o pontapé de saída na nova temporada. Depois, logo no dia a seguir (dia 24), as águias voltam a Portugal para defrontar o Belenenses num jogo particular que será realizado no Estádio da Luz e que servirá para dar ritmo aos jogadores não utilizados. Segue-se a segunda mão na Luz (dia 30). Na segunda-feira, às 12 horas, acontecerá o sorteio da terceira pré-eliminatória da Liga Europa, à atenção do Benfica.
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