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(A) :: Trump Media lança serviço pago que dá acesso antecipado às publicações na Truth Social

Trump Media lança serviço pago que dá acesso antecipado às publicações na Truth Social

Novo serviço pago da empresa do preside dos EUA destina-se a investidores que queiram reagir mais rápido a informações com impacto no mercado. Especialistas denunciam "corrupção descarada".

Manuel Nobre Monteiro
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A empresa de media de Donald Trump anunciou o lançamento do Truth PSI, um novo serviço pago que dará acesso prioritário e de alta velocidade às publicações das contas mais relevantes da rede social Truth Social. De acordo com a Associated Press, esta funcionalidade vai permitir que clientes institucionais, como empresas de Wall Street, recebam as mensagens alguns milissegundos antes dos restantes utilizadores.

O serviço, anunciado esta quinta-feira, destina-se a investidores financeiros que pretendam reagir mais rapidamente a informações com potencial impacto nos mercados financeiros, incluindo movimentos nas bolsas, no mercado e nas taxas de juro. O comunicado da empresa não revela, porém, o preço do serviço, mas indica que o lançamento está previsto para o próximo mês e que já existem clientes inscritos.

Donald Trump é o utilizador com mais seguidores na Truth Social, com cerca de 12,9 milhões, e é também o maior acionista da Trump Media & Technology Group, empresa cotada em bolsa que controla a plataforma. Seguem-se, em número de seguidores, os seus filhos Donald Trump Jr. e Eric Trump. Esta rede social foi aliás criada quando Trump foi banido do antigo Twitter (atual X).

Nos últimos meses, Trump utilizou frequentemente a Truth Social para anunciar decisões e comentar temas como a guerra entre Israel, EUA e o Irão, as tarifas comerciais e a política de imigração dos Estados Unidos. Algumas destas publicações tiveram impacto nos mercados, sobretudo as relacionadas com o conflito no Médio Oriente, devido aos receios de subida dos preços do petróleo e dos seus efeitos na inflação e nas taxas de juro.

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O anúncio da empresa gerou críticas de especialistas em ética pública. “Está a vender acesso privilegiado e acelerado à informação sobre aquilo que faz enquanto Presidente“, disse Kathleen Clark, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Washington e especialista em conflitos de interesses na administração pública, considerando tratar-se de “mais um caso de corrupção descarada”.

Nos Estados Unidos, as regras sobre conflitos de interesses impedem, em geral, que responsáveis governamentais beneficiem financeiramente das suas funções. No entanto, essas disposições não se aplicam ao Presidente nem ao vice-Presidente. Ainda assim, segundo Kathleen Clark, todos os líderes, desde a aprovação da legislação, optaram por vender participações empresariais, alienar ativos ou colocá-los em fundos de gestão independente para evitar conflitos de interesses, prática que Donald Trump recusou seguir.