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Falha nos motores leva a cancelamento de descolagem de megafoguetão da SpaceX

O megafoguetão Starship da SpaceX transportava cerca de 20 satélites avançados destinados a serem libertados durante o voo. Elon Musk afirmou que dois motores serão substituídos antes da descolagem.

Agência Lusa
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O megafoguetão Starship da SpaceX, que transportava vários satélites avançados, teve o voo de teste cancelado segundos antes da descolagem esta quinta-feira, depois de falhas de ignição em vários dos motores.

O fundador e presidente executivo da empresa, Elon Musk, afirmou que dois motores serão substituídos “para garantir um bom voo” antes de o Starship descolar do Texas numa viagem suborbital. Será o 13.º voo do Starship, considerado o maior e mais potente foguetão do mundo, com 124 metros de altura e 33 motores principais.

https://twitter.com/elonmusk/status/2077906757641183445

A transmissão da SpaceX mostrou o início da ignição três segundos antes da descolagem prevista, filmado por um drone sobre a plataforma. Sem detalhar, os dados que apareciam no ecrã revelaram quatro motores sem funcionar, com os restantes 29 a desligarem-se de imediato, mantendo o foguetão preso à base. Foi a primeira vez que um Starship em escala completa sofreu um cancelamento no último segundo.

A equipa de lançamento iniciou de imediato a drenagem do combustível. “O momento mais provável para o lançamento é no início da próxima semana”, disse Musk na rede social X.

Apesar das condições favoráveis, o sistema automático de lançamento funcionou como previsto ao travar a descolagem, após ter registado que um número insuficiente de motores estava ativo, o que poderia ter comprometido a missão. O cancelamento ocorreu depois de alguns voos anteriores do Starship terminarem em explosões.

O Starship transportava 20 dos mais recentes e avançados satélites Starlink, destinados a serem libertados durante o voo de cerca de uma hora a partir da base da SpaceX junto à fronteira Texas-México. Os satélites iriam tentar comunicar com os Starlink já em órbita e captar imagens do escudo térmico do foguetão.

A agência espacial NASA contratou a SpaceX e a Blue Origin, de Jeff Bezos, para desenvolver e operar os módulos lunares que permitirão o regresso humano à superfície lunar após mais de meio século.

Ambas as empresas têm de ter os seus módulos – Starship e Blue Moon – prontos até ao próximo ano, para que a tripulação da missão Artemis III possa praticar o acoplamento em órbita terrestre.

A missão seguinte, Artemis IV, prevista para não antes de 2028, deverá usar um desses módulos para levar dois astronautas à região polar sul da Lua.