Decorreu este mês no Castelo de Windsor, em Inglaterra, a cerimónia anual que dá títulos e medalhas a pessoas que se destacaram nas suas áreas de atuação. Uma das premiadas foi a engenheira Luísa Freitas dos Santos, natural do Porto, pela sua colaboração nos avanços do setor farmacêutico. A cientista foi nomeada comendadora da Ordem do Império Britânico (CBE), título que foi entregue pessoalmente pelo rei Carlos III.
A lista de honras de Ano Novo (New Year Honours, em inglês) reconhece “pessoas que prestaram serviços excecionais ao Reino Unido no estrangeiro e a nível internacional”. Numa publicação nas suas redes sociais, a comendadora descreveu a “profunda honra” de ter recebido a distinção. “Foi um dia maravilhoso e ainda mais especial porque pude partilhá-lo com a minha linda família, que me apoiou em cada passo da minha trajetória”, escreveu.
Em 2019, Luísa foi eleita fellow da Royal Academy of Engineering, a mais alta distinção atribuída a um engenheiro no Reino Unido. Há mais de vinte anos a trabalhar no desenvolvimento de fármacos, é vice-presidente global na cadeia de abastecimento clínico da farmacêutica britânica GSK. Estudou na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, e é doutora em Engenharia Química pelo Imperial College London.
Apesar de tantos feitos ao longo da sua carreira, não se esqueceu de manifestar “sincera gratidão” também pelo apoio dos demais profissionais com quem trabalhou. “Tive a imensa sorte de ter tantos colegas brilhantes e dedicados, tanto na área da ciência e engenharia farmacêuticas como fora dela”, escreveu, referindo que embora as novas vacinas e medicamentos tenham progredido nos últimos 30 anos, “ainda há muito trabalho pela frente“. O prémio, no entanto, foi pela profissional considerado um propulsor para “incentivar mais pessoas a seguir carreiras entusiasmantes na ciência e na engenharia”.