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Professores passaram noite a corrigir itens dos exames nacionais, diz Fenprof. Ministério criou situação de "caos"

Há menos de 24 horas, houve professores a receber centenas de itens para corrigir. "Tudo isto está a criar dificuldades" para preparar novo ano, lamenta secretário-geral da Fenprof.

Margarida Vieira dos Santos
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Houve professores a trabalhar a noite inteira para classificar itens dos exames nacionais que receberam na tarde de quarta-feira, revelou o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Segundo José Feliciano Costa, há menos de 24 horas, chegaram centenas de itens a alguns docentes.

Neste momento, referiu, muitos professores continuam a corrigir exames. No entanto, não existem indicações de que estejam a ser distribuídos novos itens, apesar de Fernando Alexandre ter dito aos jornalistas que faltavam professores classificadores.

Para as pautas poderem estar disponíveis nas escolas na sexta-feira, é necessário que os exames sejam devolvidos às mesmas. Além disso, o Ministério da Educação criou uma ferramenta para os alunos acederem online à sua prova digitalizada para facilitar a consulta da mesma, um passo necessário para poderem pedir a reapreciação do exame.

O secretário-geral da Fenprof acrescentou que está agendada para a tarde desta quinta-feira uma reunião entre o EduQA e os diretores das escolas, durante a qual serão explicados em detalhe os procedimentos a adotar para os alunos poderem aceder às suas provas online.

Questionado sobre a preparação das escolas para os próximos dias, José Feliciano Costa respondeu que os professores já deveriam estar concentrados no “balanço deste ano letivo” e na preparação do próximo. “Tudo isto está a criar dificuldades“, acrescentou.

https://observador.pt/2026/07/11/fenprof-vai-apresentar-queixa-na-pgr-a-pedir-inquerito-a-classificacao-dos-exames/

Segundo o secretário-geral da Fenprof, continuam a existir milhares de professores a trabalhar durante a madrugada e aos fins de semana. Na sua perspetiva, o Ministério da Educação criou uma situação “de caos” e ainda não assumiu responsabilidade.

Criticou igualmente declarações recentes do primeiro-ministro, Luís Montenegro, do ministro da Educação, Fernando Alexandre, e do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares. Em particular, considerou inaceitável que tenha sido sugerido que os professores e a Fenprof deveriam sentir vergonha, defendendo que a responsabilidade pelos problemas não pode ser atribuída aos docentes.

José Feliciano Costa afirmou ainda que a Fenprof irá apresentar sexta-feira, dia 17, na Procuradoria-Geral da República, uma queixa e um pedido de averiguação de todo o processo. Explicou que a peça jurídica ainda está em fase de conclusão, mas que deverá ficar finalizada em breve e que será divulgada uma nota mais detalhada sobre o assunto.