O Departamento de Defesa dos Estados Unidos terá analisado, nas últimas semanas, vários cenários para uma eventual operação militar em Cuba, país que, segundo a Casa Branca, é patrocinador do terrorismo. De acordo com militares norte-americanos ouvidos pela CBS News, os cenários terão incluído um plano preliminar que prevê um ataque aéreo liderado pelo Exército norte-americano com milhares de militares da 101.ª Divisão Aerotransportada.
Os responsáveis, que falaram sob anonimato, indicaram que no final do mês passado foi realizada uma reunião de planeamento para analisar possíveis missões, avaliando objetivos, número de tropas necessárias, logística, sequência das operações e riscos associados, indica a CBS.
A possibilidade de uma operação contra Havana surge numa altura em que os Estados Unidos voltaram a envolver-se militarmente no conflito com o Irão após o colapso de um cessar-fogo que durava há várias semanas. Segundo a CBS News, o Pentágono deslocou meios aéreos, recursos de informação e outras capacidades militares para o Médio Oriente, o que reduz, para já, a probabilidade de concentrar esforços numa eventual ação contra Havana.
A administração Trump tem privilegiado, oficialmente, uma solução diplomática para promover uma transição política em Cuba, embora tenha intensificado a pressão económica sobre o regime. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou recentemente que as autoridades cubanas continuam a rejeitar reformas económicas e políticas, acusando o regime de manter um controlo total sobre o país e de persistir numa “ideologia marxista moralmente falida”.
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Questionado sobre os planos para Cuba, o porta-voz interino do Pentágono, Joel Valdez, recusou comentar “operações militares hipotéticas” ou conversas privadas entre Trump e Hegseth.
Nos últimos meses, a administração norte-americana tem manifestado preocupação com o reforço das relações entre Cuba, Rússia, China e Irão e com informações de que Havana terá adquirido drones de ataque de origem desconhecida. Durante uma visita à base naval de Guantánamo, em junho, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, advertiu que uma eventual aquisição de armamento capaz de ameaçar instalações norte-americanas poderia desencadear uma resposta dos Estados Unidos.
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Desde o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, Washington restaurou a designação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, endureceu as sanções económicas, restringiu transações financeiras e alargou medidas contra responsáveis cubanos. A Casa Branca atribui ao regime a responsabilidade pela crise política e económica no país, enquanto Havana acusa as sanções dos Estados Unidos de agravarem a escassez de bens essenciais, os cortes de energia e a deterioração das condições de vida.
Estas discussões, notam os responsáveis citados pela CBS News, fazem parte dos planos de contingência habitualmente preparados pelo Pentágono e não significam, contudo, que Trump ou o Departamento de Defesa tenham decidido avançar com qualquer intervenção.