O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou, com poucas horas de diferença, a descoberta de uma cidade bizantina do século IV d.C., no Oásis de Dakhla, e de um conjunto de túmulos dos períodos ptolemaico e romano, em Marina el-Alamein, a cerca de 100 quilómetros de Alexandria. O Governo egípcio, segundo a CNN, espera que as descobertas contribuam para reforçar o interesse pelo património histórico do país e para impulsionar o turismo.
A descoberta da cidade oferece novos detalhes sobre a vida quotidiana, o desenvolvimento urbano e as atividades económicas no Oásis de Dakhla, localizado no deserto ocidental do Egito, durante o século IV, quando o Egito integrava o Império Bizantino, de acordo com o Ministério. Hisham el-Leithy, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, afirmou que as escavações encontraram bairros, que incluíam ruas que formavam praças e espaços públicos.
O responsável da missão arqueológica, Mahmoud Massoud, disse que também foi encontrada uma igreja com vista para as ruas principais da cidade. Entre as estruturas identificadas encontra-se também a residência de Tisous, um diácono da igreja, datada da segunda metade do século IV, que os arqueólogos acreditam ter funcionado como igreja doméstica antes da construção da basílica da cidade.
Diaa Zahran, chefe do Departamento de Antiguidades Islâmicas, Coptas e Judaicas do Ministério do Turismo e Antiguidades, revelou ainda a descoberta de cerca de 200 fragmentos de cerâmica utilizados como suporte de escrita, segundo o The Guardian, que detalham vários aspetos do quotidiano, incluindo transações comerciais. Foram também encontrados fornos de pão, cozinhas e utensílios de pedra ligados à produção de alimentos, além de moedas de bronze com efígies de imperadores bizantinos.
No mesmo dia, o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito informou que outra equipa de arqueólogos descobriu 18 túmulos dos períodos ptolemaico e romano no sítio arqueológico de Marina el-Alamein, situado a cerca de 100 quilómetros a oeste de Alexandria. Descoberto em 1986, o local é apontado pelos investigadores como a antiga cidade portuária greco-romana de Leukaspi, construída no século II.
Segundo Eman Abdel-Khaliq, a responsável pela missão arqueológica, a equipa encontrou um sarcófago de granito com 2,5 metros de comprimento, no interior do qual foram identificados restos mortais, os restos de uma estátua de esfinge de gesso e quatro moedas de ouro colocadas na boca de alguns dos mortos, uma prática funerária conhecida como “língua de ouro” e associada às crenças da época.
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