O Mundial 2026 só termina este domingo, com Espanha e Argentina a disputarem o troféu e Lamine Yamal e Lionel Messi a serem os naturais protagonistas de uma final que parecia escrita nas estrelas com uma sessão fotográfica há quase duas décadas. Contudo, entre os golos de Mbappé, as pausas para hidratação e aquele telefonema de Donald Trump a Gianni Infantino, ninguém superou a verdadeira estrela do Campeonato do Mundo: Erling Haaland.
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O avançado de 25 anos do Manchester City liderou a Noruega durante uma campanha história, já que os nórdicos não estavam num Mundial desde 1998 e chegaram aos quartos de final, caindo com Inglaterra e eliminando o Brasil pelo caminho. Haaland marcou sete golos, ficando apenas atrás de Kylian Mbappé e Lionel Messi, mas fez muito mais do que isso – tornou-se uma verdadeira estrela global, crescendo em milhões nas redes sociais e conquistando o mundo inteiro com declarações engraçadas, o típico blasé depois de fazer um golaço ou até o guaxinim embalsamado que comprou na ida a Dallas.
Se até aqui era apenas o jogador alto e loiro que marcava muitos golos na Premier League e já era conhecido por comer fígado e coração de vaca, ingerir seis mil calorias por dia e beber leite cru, a partir do Mundial 2026 já nada será como dantes na vida de Erling Haaland. E ele próprio tem noção disso, lembrando que estes foram os 40 dias em que tudou mudou.

O boom nas redes sociais teve um truque: ser quem sempre foi
Erling Haaland é muito diferente de todos os outros. Tão diferente que até as maiores marcas do mundo, na hora de o utilizar enquanto produto publicitário, têm noção de que têm de o tratar de outra maneira. Ainda antes do início do Mundial 2026, a Nike lançou uma brutal campanha de marketing que incluiu uma autêntica curta-metragem com alguns dos melhores jogadores do mundo: Cristiano Ronaldo, Kylian Mbappé, Vinícius ou Bruno Fernandes apareciam no início, assim como Ronaldinho, Zlatan Ibrahimovic, Eric Cantona e Didier Drogba, com LeBron James e Kim Kardashian a fazerem também aparições especiais.
Enquanto praticamente todos correm atrás de uma bola durante largos minutos, Erling Haaland senta-se numa cadeira e limita-se a dizer ao “duplo”, o ator Channing Tatum, que só precisam de esperar porque “vão chegar lá”. No fim, é mesmo Haaland quem aparece para rematar a bola pela última vez, deixando para trás todos os que a perseguiram. Ele, como sempre, único e fiel aos próprios instintos, a precisar apenas de um toque na bola para fazer a diferença.
“As pessoas dizem que que não toco o suficiente na bola e isto e aquilo, mas eu não quero saber. Sei o que tenho de fazer e é exatamente isso que vou continuar a fazer. O meu sonho é tocar na bola cinco vezes e marcar cinco golos. Esse é o meu maior sonho”, disse o norueguês já em 2022, num pensamento que sublinha a ausência de filosofia e total presença de pragmatismo na maneira como se coloca dentro de campo.
O anúncio da Nike serve para lembrar que nada do que Erling Haaland mostrou ser durante o Mundial 2026 é propriamente uma novidade. A única diferença entre o último mês e os últimos anos foi que, pela primeira vez, Erling Haaland tinha o mundo inteiro a olhar para ele – e não apenas os verdadeiros fãs e adeptos de futebol que vêem os jogos do Manchester City e da Premier League semana após semana. Desta vez, a personagem de Haaland tornou-se do mundo.
Apesar de ter chegado a Inglaterra com fama de rezingão e pouco simpático, o avançado norueguês não demorou a mostrar que é o exato oposto. Quando começou a ter mais espaço mediático, quando começou a dar mais entrevistas e a aparecer mais nas redes sociais do Manchester City, foi deixando claro que a timidez demonstrada no RB Salzburgo e no Borussia Dortmund não era mais do que isso – timidez. Pelo meio, cresceu, marcou cada vez mais golos e conquistou cada vez mais troféus, adquirindo uma confiança cada vez maior para se tornar um protagonista, nunca uma personagem secundária.
Entre o “oh, I’ve got a food feeling” que cantou em direção à câmara quando o Manchester City venceu o Arsenal em abril ou o facto de ter dito a Mikel Arteta para se “manter humilde” em setembro de 2024, Haaland tornou-se a figura maior de uma Noruega que conseguiu qualificar-se para o Campeonato do Mundo pela primeira vez desde 1998. Os noruegueses tornaram-se a sensação do Mundial 2026, eliminando o Brasil e chegando aos quartos de final, onde acabaram por cair frente a Inglaterra, e o sucesso dentro de campo acabou por alimentar o sucesso que o avançado já estava a ter fora de campo.
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Com uma presença assídua e leve nas redes sociais, o norueguês tornou-se dono e senhor do algoritmo nos EUA, com muitos norte-americanos a acordarem para a existência de um jogador de futebol nórdico que podia perfeitamente ser um produto da indústria do entretenimento do país. Para se ter uma noção mais prática: Erling Haaland tinha 40,8 milhões de seguidores no Instagram a 15 de junho, já depois de o Campeonato do Mundo começar; atualmente, a 15 de julho, tem 68.9 milhões de seguidores na mesma rede social.
De acordo com o The Athletic, o impacto que o jogador teve nas redes sociais nos EUA não se via desde que Travis Kelce começou a namorar com Taylor Swift e conquistou o Super Bowl com os Kansas City Chiefs logo a seguir. Com quase dois metros, cabelo loiro e muito longo que deixou a Internet inteira a tentar descobrir se as fotografias aproximadas eram dele ou de atrizes ou cantoras e uma aparência que mais depressa o aproximaria a um vilão do que a um herói, Haaland afastou-se da alcunha de “ciborgue” e tornou-se “o bom gigante”. Para isso, só teve de abrir a porta ao que sempre foi.

Quando era adolescente, já causava gargalhadas dentro dos balneários em conjunto com dois amigos: eram os Flow Kingz, um trio que tentava fazer rap e gravava vídeos para o YouTube com brincadeiras em parques infantis. Agora, abre o Instagram e o Snapchat para se colocar ao lado de filtros com o Shrek, o ogre verde do conhecido filme, com a legenda “eu e o meu irmão gémeo”, e vira-se para o YouTube para abrir a porta de casa. Num canal criado em setembro que recebeu 900 mil subscritores novos nas últimas semanas, coloca vídeos com os bastidores da própria vida, entre as idas ao talho para comprar bifes e as sessões no grelhador para os preparar, para além de sessões de treino, massagens e banhos de gelo. Pelo meio, surge muito golfe, a nova paixão que adquiriu recentemente.
O canal de YouTube tornou-se relevante ao ponto de a máquina de marketing do filme “A Odisseia”, que estreou nos cinemas esta quinta-feira, ter decidido fazer uma parceria com o jogador: o filme do realizador Christopher Nolan foi uma espécie de patrocinador oficial dos dois primeiros episódios dos diários de Erling Haaland nos EUA, atraindo um interesse fora do comum para os dois lados. Ao todo, e com a ajuda de ter participado num especial de mais de uma hora com James Corden, as visualizações totais dos vídeos do norueguês já durante este verão ultrapassam os 100 milhões.
“Ele tem esta capacidade de se misturar”, explicou Geir Jordet, professor de Psicologia na Universidade de Ciências do Desporto da Noruega, ao The Athletic. “De um lado está o profissionalismo, a determinação, uma orientação quase mecânica para se preparar, desenvolver e marcar golos. Isso é parte do fascínio de todos os que vêem os jogos. Do outro lado está um jogador relaxado, divertido, um jogador de equipa. A maior ilustração disso acontece quando os colegas marcam golos, a alegria é real, ele parece genuinamente mais contente quando os colegas marcam do que quando é ele a marcar. Ter essa mistura é muito único”, acrescentou.
“Toda a gente vê o calor e a empatia dele em relação aos colegas e aos adversários, com sorrisos contagiantes e aqueles abraços de urso afetuosos. Os treinadores que o treinaram na formação dizem que mesmo quando era muito novo já toda a gente queria estar perto dele porque tinha uma personalidade magnética. É um tipo com um grande sorriso, muita energia positiva”, disse Geir Jordet, para explicar que a popularidade do norueguês vai muito para lá dos sete golos que marcou no Campeonato do Mundo.
E se é certo que o boom de protagonismo de Erling Haaland fez-se muito a partir do mercado dos EUA, é impossível ignorar o impacto que o jogador tem tido no mercado da China. Para além das contas no Instagram e no YouTube, Haaland também tem uma presença ativa no Douyin e no Weibo, o equivalente chinês ao TikTok e ao X, e até já conta com uma alcunha carinhosa: Ha Bao, algo como Bebé Ha.
A entrada da imagem do avançado no dia a dia chinês aconteceu a partir da Internet, mas também à boleia do facto de, nas semanas antes do início do Campeonato do Mundo, ter sido a cara de uma campanha de publicidade à Walovi, uma marca chinesa de chá. Haaland interage nas redes sociais, falando sobre os pratos chineses que gostaria de provar e todas as cidades do país que gostava de conhecer, e tornou-se um absoluto ídolo entre a juventude asiática. Com a seleção da China a falhar o apuramento para o Mundial 2026, os chineses viram em Erling Haaland e na Noruega uma oportunidade de, sem patrotismo associado, poderem torcer por alguém ao longo do último mês.
A ida a Dallas que acabou com um guaxinim embalsamado e fotografias para a história
No meio de tudo isto, contudo, nenhuma história resume o papel que Erling Haaland teve no Mundial 2026 como a da visita a Dallas – que só culminou no momento em que aterrou em Oslo, já depois da eliminação da Noruega contra Inglaterra nos quartos de final. À saída do avião, para além da enorme mala Hermès Birkin que é apenas mais uma dentro de uma coleção de fazer inveja, o jogador trazia um guaxinim embalsamado. No Instagram, partilhou uma fotografia do momento e escreveu “ele seguiu-me até casa”.
Ora, Haaland comprou o guaxinim na Wild Bill’s Western Store, uma loja com mais de 50 anos, em Dallas, onde também adquiriu umas botas de cowboy de pele de cobra e um típico chapéu de cowboy com as suas iniciais e o número 9 que costuma usar na camisola. De acordo com o The Athletic, o guaxinim custa cerca de 660 euros e está completamente esgotado – com a loja a realizar as primeiras vendas internacionais online, já que nunca tinha vendido nada para fora dos EUA.

“Tem sido muito entusiasmante e toda a gente quer recriar o momento da fotografia que ele tirou ali nos degraus. Querem as botas e também acabámos por pôr ali uma fotografia dele, tornou-se uma espécie de altar. Tem sido muito divertido. No fim de tudo comecei a sentir-me mal, porque apareceu muita gente a pedir-lhe fotografias. Ele autografou duas bolas que tínhamos cá na loja e também o meu chapéu, por isso, foi uma enorme bênção”, explicou Julie Newport, a dona da loja, em declarações ao The Athletic.
Haaland esteve em Dallas na antecâmara do jogo dos 16 avos de final, contra a Costa do Marfim, e mostrou-se apaixonado pela cidade. “É inacreditável, muito fixe. Vou mesmo voltar. As pessoas são muito simpáticas, tão positivas. Não sei o que é, parece que estão só a aproveitar a vida”, disse o jogador num dos vídeos que publicou no YouTube ao longo do Campeonato do Mundo, sendo que acabou por marcar um dos golos decisivos para a vitória contra os costa-marfinenses no AT&T Stadium.
De acordo com Julie Newport, a loja foi contactada na véspera do jogo entre a Noruega e a Costa do Marfim. “Disseram-nos que alguém da seleção norueguesa ia aparecer, mas que não podíamos ter a certeza porque dependia da segurança e de se conseguiam ter toda a gente na mesma página. No dia do jogo, apareceu uma pessoa e disse: ‘Sim, vai acontecer, vamos ligar, estejam preparados’. Ficámos entusiasmados e até começámos a preparar uma coreografia de ‘line dance’ para ensinar”, explica.
“Recebemos o aviso cerca de cinco ou dez minutos antes. Ele apareceu atrás de mim enquanto eu estava a dar um olho à rua, para perceber se estava tudo seguro. Ele tinha algumas pessoas com ele e enquanto estávamos a falar perguntei-lhe o que estava a achar de Dallas e ele disse que aquilo ia ser a única coisa para que iria ter tempo, porque ia embora no dia seguinte. Foi aí que disse ao meu gerente: ‘Tranca a porta, vamos tornar isto especial para ele’. Trancámos a porta para ele ter esta experência fantástica em Dallas, andou pela loja durante uma hora e meia e teve um momento ótimo”, acrescenta.
Para a história ficam as fotografias: Haaland de chapéu de cowboy, Haaland a aprender line dance, Haaland a experimentar umas botas de cowboy de pele de cobra, Haaland sentado nuns degraus com uma t-shirt onde se lê “y’all can kiss my Dallas”. O maior souvenir, porém, foi mesmo o guaxinim – a quem o norueguês quer dar um nome, tendo pedido ajuda aos milhões de seguidores no Instagram e recebido sugestões como “Cowboy”, “Ranger” ou “Tex”.
“Jogar no Mundial, no maior palco de todos e contra as melhores equipas do mundo, tem sido muito especial. Mas tento jogar cada jogo como se fosse um treino. É importante brincar. Todos os que me conhecem sabem que gosto de brincar, de me divertir, é essa a chave para a vida de todos os dias, brincar um bocadinho. Mas também treino bem, concentro-me. Mas tento brincar e aproveitar os momentos. E gosto desta atenção, é bom, gosto dos norte-americanos. São hilariantes. Gosto da personalidade deles”, explicou o próprio jogador numa das conferências de imprensa de antevisão.
O norueguês que nasceu em Inglaterra e tem star quality norte-americana
O dado mais curioso da biografia de Erling Haaland, na verdade, é o facto de ser a maior referência da Noruega que não nasceu na Noruega. Em julho de 2000, quando Erling nasceu, o pai estava em Inglaterra a jogar no Leeds: Alf-Inge Haaland, que marcou presença em todos os jogos dos noruegueses no Mundial 2026, representou o Nottingham Forest, o Leeds e o Manchester City, tendo também participado no Mundial 1998. Erling, portanto, nasceu em Inglaterra. Um pormenor que nunca colocou em causa o país por que iria jogar.
Apesar de ter crescido um adepto do Leeds, tendo até referido que tinha como sonho conquistar a Premier League com o clube enquanto ainda estava no Borussia Dortmund e antes de se mudar para o Manchester City, Haaland deixou Inglaterra com apenas três anos e quando o pai saiu dos citizens para regressar à Noruega e assinar pelo Bryne. Foi precisamente aí que o avançado deu os primeiros passos, completando toda a formação no clube local e estreando-se na equipa principal antes de dar o salto para o Molde.

“Quando tens três ou quatro anos e estás habituado a falar inglês durante o dia, mas falas norueguês à noite e em casa, e depois vais para a Noruega, o que importa é o norueguês. Vais para o jardim de infância, depois para a escola. Teria sido diferente se ele tivesse voltado para a Noruega com sete ou oito anos, já seria mais inglês. Mas o pai e a mãe são noruegueses, ele deixou Inglaterra quando tinha três ou quatro anos, os avós, os primos, o irmão e a irmã são todos noruegueses. Era teoricamente possível, jogar por Inglaterra, mas não era real”, contou recentemente Alf Ingve Berntsen, que treinou Haaland na formação do Byrne.
Com a Football Association a referir várias vezes que nunca sequer tentou perceber se Erling Haaland estava interessado em jogar por Inglaterra, já que o jogador estava referenciado pela Federação da Noruega desde muito cedo, o próprio avançado já explicou que a decisão foi sempre “natural”. “Vivi no Reino Unido durante três anos e meio ou quatro anos e vivi na Noruega durante imenso, foi natural escolher a Noruega. Não podemos saber o que teria acontecido se o meu pai tivesse jogado em Inglaterra durante mais tempo. Se calhar seria inglês, não sei. Mas sou norueguês e tenho orgulho nisso”, referiu, num orgulho que ficou claro durante todo o Mundial 2026 e na celebração que os jogadores noruegueses faziam com os adeptos depois de cada vitória, imitando o remar dos vikings num barco com a ajuda de um bombo.
E se é certo que Erling Haaland é um norueguês que nasceu em Inglaterra, muitos outros Erling Haaland já estão a nascer um pouco por todo o mundo. De acordo com a Euronews, 91 crianças foram registadas como Erling Haaland no Peru desde o início do Mundial 2026, sendo que 468 já tinham Haaland no nome ainda antes do arranque do Campeonato do Mundo. “O Haaland agora também é peruano”, brincou Iván Torres, o porta-voz dos serviços de registo do país sul-americano.
Contudo, Haaland não é exceção no Peru – é apenas a mais recente moda dentro de um hábito comum no país, o de dar nomes de jogadores de futebol às crianças recém-nascidas. Segundo a Euronews, existem 3.402 Lionel Messi peruanos, 1.185 Cristiano Ronaldo peruanos e também 1.241 Lamine Yamal peruanos, com Neymar a ser ainda o grande recordista da lista, já que 33.809 pessoas no Peru têm o mesmo nome que o jogador brasileiro.
Pelos EUA, o avançado norueguês terá sido convidado para o “The Tonight Show” de Jimmy Fallon, um dos programas mais vistos da televisão norte-americana, e é tema recorrente até nas conversas entre as maiores celebridades de Hollywood. Tom Holland, ator que foi o Homem-Aranha nos últimos anos e que entra no muito mediático “A Odisseia” de Christopher Nolan, contou recentemente que convidou Erling Haaland para jantar enquanto ambos estavam no Grande Prémio do Mónaco de Fórmula 1, no início de junho e mesmo antes do Mundial 2026. Haaland, porém, nunca respondeu à mensagem – e justificou a ausência de resposta com o facto de nem sequer saber quem é Tom Holland.
Quanto ao jantar, porém, vai mesmo acontecer. Depois de a confissão de Tom Holland a Jimmy Fallon ter ficado absolutamente viral, até porque o ator é um conhecido adepto do Tottenham, Haaland recorreu a uma publicação do Instagram e comentou: “Convite para jantar aceite. Um bocadinho atrasado… Basta dizeres o sítio!”.
Erling Haaland, o rapaz norueguês que nasceu em Inglaterra e tem star quality de celebridade norte-americana, deixou os EUA e o resto do mundo rendidos a uma simpatia natural de quem nem sequer se esforça para que gostem dele. Desde que deixou o Mundial 2026 que termina este domingo, tem partilhado fotografias com a mulher em eventos da Dolce & Gabbana, assim como com o filho que nasceu no fim de 2024, e já sabe que vai estrear-se no cinema ao dar a voz a um viking também chamado Haaland no filme de animação “ViQueens”, que deve estrear no Natal. Contudo, nada explica mais o porquê de ser adorado por praticamente toda a gente como a maneira cordial e quase feliz com que se despediu do Campeonato do Mundo depois da eliminação contra Inglaterra.
“Tudo isto foi muito bom, diria. Estou muito feliz com a minha vida, estou a aproveitar, estou num sítio bom. Acho que ainda é difícil assimilar esta montanha-russa em que temos estado nas últimas seis semanas. Tem existido tanta pressão, tantas emoções. Tem sido surreal, honestamente. Têm sido as melhores semanas e a melhor jornada da minha vida inteira. É difícil assimilar tudo, sentes-te um bocado vazio. Se pensar nestes 40 dias… Têm sido absolutamente loucos e a cena mais fixe de que já fiz parte. E acho que todos os noruegueses também gostaram, espero que tenha aproximado as pessoas. Devemos estar orgulhosos e aprender com tudo isto. Isto mudou a Noruega… E também me mudou a mim”, disse. Sem lágrimas, só com um sorriso.