As negociações entre a Galp e a espanhola Moeve “continuam a progredir de forma construtiva”, mas o prazo para um acordo sobre a junção dos negócios de retalho e industrial na Península Ibérica deslizou para a segunda metade do ano.
A informação é avançada pela Galp num comunicado em que dá conta dos dados operacionais para o segundo trimestre deste ano e nos quais revela mais uma subida da margem de refinação para 16,8 dólares por barril. Este valor é quase o triplo do registado no segundo trimestre de 2025 e está 2 dólares acima da verificada no primeiro trimestre. Os resultados financeiros serão conhecidos na próxima segunda-feira.
O arrastar do calendário por mais uns meses não é uma surpresa e já tinha sido sinalizado pela ministra do Ambiente e Energia que está a acompanhar o avanço deste negócio porque o Governo terá de se pronunciar sobre o mesmo. Em causa está a transferência do controlo acionista da única refinaria a operar em Portugal para acionistas de fora da União Europeia — o fundo soberano do Abu Dhabi e a americana Carlyle são os maiores acionistas da Moeve.
Quando anunciaram a existência de negociações para criar duas joint-ventures — das quais a industrial será controlada pelos acionistas da Moeve — os dois grupos anteciparam que haveria acordo no primeiro semestre. Mas o processo negocial está a revelar-se mais demorado do que o antecipado, devido à dimensão das transações que estão a ser propostas. Não obstante, a Galp diz que as duas partes continuam comprometidas em avançar com a operação que “irá criar um valor estratégico e financeiro significativo”.