
A frase
Comboio turístico entre Amesterdão e Paris, desfrutem da viagem.
— Utilizador do Facebook, 28 de junho de 2026
“Comboio turístico entre Amesterdão e Paris, desfrutem da viagem”, lê-se na descrição de um vídeo publicado em formato de reels no Facebook. O utilizador deixa ainda ofensas aos supostos imigrantes que ocupam a carruagem no transporte público.
Nas imagens, há várias pessoas deitadas por todo o chão do comboio, sem outros elementos que permitam identificar o local onde foram captadas as imagens.

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Uma pesquisa inversa por frames do vídeo partilhado apresenta dezenas de resultados, incluindo relatos de que foi captado no Paquistão, mas também num percurso entre Bruxelas e Paris. Já outros levantam a hipótese de o vídeo ter sido gravado na Índia. A última opção é a que corresponde à realidade.
A primeira vez que o vídeo surge online é numa publicação de 4 de março de 2026, no Instagram. Nesse dia, o utilizador Haresh Banjare partilhava as imagens para se dirigir ao primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. “Estamos a caminhar para nos tornarmos líderes mundiais. Não pelo topo, mas sim para ficar atrás”, escreveu no post.

Banjare afirmou na publicação que as pessoas que apareciam no vídeo eram “forçadas a viajar como animais”, garantindo que são “cidadãos da Índia independente”.
“Apesar de pagarem o preço integral do bilhete, estas pessoas não podem ter uma viagem digna porque o nosso país é um líder mundial. Honrado primeiro-ministro Modi, é isto que o senhor define como uma nação desenvolvida?”, questiona ainda o utilizador na publicação.
Conclusão
Em suma, é falso que um vídeo que mostra várias pessoas deitadas ao longo de uma carruagem de comboio seja de imigrantes e que estes estejam a fazer uma viagem entre Amesterdão e Paris. As imagens remontam a março deste ano e foram publicadas pela primeira vez por um utilizador indiano que quis denunciar as más condições a bordo daquele transporte ferroviário na Índia.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.