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Palha da Silva, que carregou empresa desde a "queda" da PT, sai da presidência da Pharol

Luís Palha da Silva está à frente da Pharol desde 2015. Vai sair. Anunciou a renúncia e a indisponibilidade para ser renomeado.

Alexandra Machado
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Mudou de nome de PT SGPS para Pharol, depois de deixar de ter qualquer operação de telecomunicações, após a venda à Oi. A sucessora Pharol ficou apenas presa a uma dívida de títulos do GES, que ficaram por pagar, envolvida em vários processos judiciais e com ações da Oi — que também ela teve de entrar em processos sucessivos de reestruturação — que entretanto vendeu.

A Pharol é uma sombra do que em outros tempos tinha sido a PT SGPS. Foi Luís Palha da Silva que, desde 2015, um ano após a queda do BES que arrastou a PT, está à frente da Pharol.

Mas vai deixar de estar. Segundo comunicou a Pharol ao mercado, Luís Palha da Silva renunciou à presidência da Pharol, sem dar explicações. A renúncia foi apresentada esta segunda-feira, pelo que, pelo Código das Sociedades Comerciais, deverá produzir efeito no final do próximo mês, a menos que, entretanto, seja designado ou eleito um substituto. Também Rafaela Reis Figueira renunciou.

Em comunicado, a Pharol indica que Luís Palha da Silva “comunicou previamente ao presidente do Conselho Fiscal e ao Conselho de Administração que, por razões de ordem pessoal, não estaria disponível para integrar qualquer lista para a eleição de membros do Conselho de Administração a realizar na Assembleia Geral da Sociedade que se realizará no próximo dia 30 de julho”. Não foram dadas explicações para estas renúncias.

A Pharol já tinha anunciado a convocatória desta assembleia geral extraordinária, com a indicação de que teria como ponto único a eleição de novos membros para o conselho de administração. Neste momento a administração da Pharol tem três elementos. Um deles, Diogo Pereira, já tinha renunciado a 30 de junho. E agora, além da renúncia de Palha da Silva, é comunicada também a renúncia de Rafaela Reis Figueira, a outra vogal. E com estas renúncias todo o conselho pode ser nomeado.

A Pharol tem sofrido alterações na estrutura acionista. Ainda neste mês de junho comunicou a transferência para a Tavrion PT04 de uma posição de 19,55% no capital da empresa, que estava na Burlington, afiliada do fundo Davidson Kempner. Este é o principal acionista da Pharol. A outra acionista com participação qualificada, com 5,4%, é a Dualis Capital, que, segundo o Jornal de Negócios, tem como sócios a IDS SGPS, controlada em 70% pelo empresário Eduardo Sardo, e a Global F Holdings SGPS, detida por Gaspar Ferreira da Silva (59,985%) e o seu irmão José Joaquim Soares Pinto Silva (39,985%). Esta posição foi anunciada já em julho.

Com mudanças acionistas haverá agora mudanças na gestão.