Durante o processo de classificação dos exames nacionais, cuja afixação de notas está prevista para o dia 17 de julho, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) deu conta de “folhas de resposta mal digitalizadas (por exemplo, a folha tinha dobras), de folhas de enunciado ou de continuação de item que não foram digitalizadas ou até de provas que não foram inicialmente entregues às forças de segurança para o transporte para a Imprensa Nacional – Casa da Moeda [o local onde são recebidas, digitalizadas e depois distribuídas as folhas de resposta dos exames nacionais] tendo sido remetidas posteriormente”.
Depois da realização dos exames nacionais, a PSP e a GNR recolheram as provas das escolas e depositaram-nas no edifício da Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
Numa nota enviada às redações no mesmo dia em que o ministro da Educação irá reunir com associações de diretores escolares, o Governo adianta que “está a decorrer, desde a semana passada, um processo normal de verificação de qualidade e validação do sistema de classificação eletrónica das Provas Finais do Ensino Básico (Matemática) e dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, por forma a garantir que os itens entregues aos professores para classificação estão completos e correspondem às respostas dadas pelos alunos nos exames em papel”.
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Foi esse o processo que, como reportado por vários professores, levou à repetição de correções de itens já classificados. “Apesar do transtorno que este procedimento tem causado aos professores, o mesmo demonstra a importância do processo de validação em curso, para garantir a correção de todas as falhas identificadas e, assim, o rigor da avaliação externa. Face ao volume de provas e exames realizados, este processo requer a alocação de um elevado número de recursos humanos, inclusivamente durante o fim de semana.”
Este domingo, Fernando Alexandre foi visto no armazém pertencente à Imprensa Nacional – Casa da Moeda, em Mem Martins. Face aos relatos de professores que viram o nome do aluno que realizou a prova, o que é proibido porque o classificador não deve saber de quem é a prova que está a corrigir, o Ministério indica que “convém ainda relembrar que todas as provas depositadas e guardadas na INCM estão anonimizadas, não podendo, por isso, ser quebrado o anonimato, o que só poderá ser feito nas escolas”. “No mesmo local não decorre qualquer processo de classificação, pelo que a credibilidade do processo não poderia ser afetada por estas atividades de verificação”, indica a nota.
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Na sexta-feira, dia em que está agendada a afixação das pautas nas escolas, aos alunos será ainda disponibilizado um link para acederem às suas provas corrigidas e digitalizadas. “Esta segunda-feira iniciou-se, simultaneamente, um processo de controlo de qualidade para consolidação do processo e validação de que cada exame realizado em papel tem correspondência exata ao seu ficheiro digitalizado, cujo PDF será disponibilizado aos alunos”, recorda o Ministério da Educação. “O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) assegura todo o rigor e transparência do processo de classificação das Provas Finais e dos Exames Finais Nacionais. O MECI reafirma ainda o seu agradecimento pelo empenho, dedicação, disponibilidade e sentido de responsabilidade de todos os professores e técnicos envolvidos neste processo.”
Os professores classificadores têm até ao dia de amanhã, 14 de julho, para corrigirem todos os itens dos exames nacionais que lhes foram atribuídos através da plataforma de correção. Três dias depois, as escolas têm que afixar as notas. Segundo dois testemunhos partilhados na plataforma MetaProf, a plataforma de classificação dos exames nacionais apresenta esta segunda-feira problemas de acesso.
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Esta segunda-feira, Fernando Alexandre assegurou que 92% dos exames nacionais já estavam corrigidos e que as notas serão afixadas no dia previsto, quando o PCP o quer ouvir no Parlamento sobre o sucedido na classificação deste ano, que pela primeira vez foi inteiramente digital. Como o PCP, também o Chega quer ouvir Fernando Alexandre nesta data.
A Fenprof quer avançar com uma queixa junto da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja aberto um inquérito e apuradas responsabilidades sobre o que não funcionou na classificação dos exames, que levou o Ministério da Educação a adiar os prazos da divulgação das notas e da segunda fase de exames nacionais.