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(A) :: Montenegro relativiza polémica e segura ministro, que pede "desculpa aos professores" e diz que 92% das provas estão corrigidas

Montenegro relativiza polémica e segura ministro, que pede "desculpa aos professores" e diz que 92% das provas estão corrigidas

Primeiro-ministro nega que a sua "confiança" em Fernando Alexandre esteja em causa devido aos problemas na correção dos exames. Ministro "lamenta" erros e diz que 92% dos exames estão corrigidos.

Marina Ferreira
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Luís Montenegro relativizou esta segunda-feira a polémica em torno da correção dos exames nacionais, que estão corrigidos a “92%”, de acordo com dados revelados por Fernando Alexandre, ministro da Educação. “Ao longo de um percurso de mudança há sempre imprevistos e dificuldades técnicas e alguns aproveitamentos que tentam exacerbar, e quase mesmo desejar que as coisas corram mal“, afirmou o primeiro-ministro aos jornalistas numa visita a Castelo de Paiva, Aveiro.

O chefe do Executivo afasta ainda a demissão de Fernando Alexandre, ministro da Educação. “Mas alguma vez estaria em causa a confiança que eu tenho nos ministros!? Isso não é uma questão”, garantiu. E reforçou: “Os ministros, como os secretários de Estado, como o primeiro-ministro, estão no Governo para resolver problemas. Não é para se queixar dos problemas ou para esmorecer quando eles aparecem.”

“Todos estão sob uma pressão quotidiana, diária e estando no Governo têm competência para resolver esses problemas”, acrescentou ainda Montenegro.

Questionado sobre o estado de espírito das famílias e dos estudantes que aguardam a correção dos exames, disse entender a expectativa, mas insurgiu-se contra quem tenta “agravá-lo, andando permanentemente a assustar as pessoas com este desenvolvimento processual que é delicado”. Assegurou ainda que o processo decorre com “muito profissionalismo por parte dos professores que corrigem as provas e por parte de todos os que estão a intervir e a monitorizar o sistema”.

Fernando Alexandre: “Peço desculpa aos professores que tiveram de corrigir duas ou três vezes a mesma prova”

“O processo teve muita entropia inicialmente, os professores tiveram muitas dificuldades causadas pelo sistema informático. Estas têm vindo a ser corrigidas e os professores mostram um enorme comprometimento com o cumprimento dos prazos e é isso que nós vemos nos dados”, afirmou esta segunda-feira aos jornalistas, em Lisboa, Fernando Alexandre. Por isso mesmo, pediu “desculpa” aos professores afetados, incluindo os que tiveram de “corrigir duas ou três vezes a mesma prova”.

Quando eu saí a [percentagem de correção] era 92%, estamos a caminho dos 93% e a cadência é muito elevada”, referiu também o ministro, que garante que os exames vão ficar “todos” corrigidos até amanhã.

O ministro da Educação estava a entrar para uma reunião que garantiu já estar marcada “há muitas semanas para discutir o futuro da organização das escolas”. Para assegurar que os prazos são cumpridos, o ministro avisa que os professores estão a ser “convocados a qualquer momento”, para fazer face, por exemplo, aos casos de “professores que metem baixa”. “Há uma bolsa de professores que está preparada”, garante.

Fernando Alexandre acrescentou que “onde houver um estrangulamento na correção”, o professor será substituído, não comprometendo a celeridade das correções.