Um fogo num bar em Banguecoque, na Tailândia, matou pelo menos 28 pessoas. O número foi confirmado aos jornalistas por Anutin Charnvirakul, o primeiro-ministro da Tailândia. Segundo a BBC, existem ainda 71 feridos, dos quais 25 permanecem em estado crítico.
De acordo com a imprensa tailandesa, os bombeiros foram chamados ao local por volta da meia-noite, hora local, e viram os clientes a fugir das chamas. O fogo foi extinto cerca de 30 minutos depois.
As causas do incêndio ainda estão sob investigação. Uma das linhas que está a ser seguida é a eventual ocorrência de um curto-circuito elétrico que terá tido origem num ar condicionado de teto, de acordo com o jornal tailandês The Nation.
Apesar de a falha elétrica ser o foco central, as hipóteses de o incêndio ter resultado de negligência ou fogo posto continuam a ser apuradas. Além disso, as autoridades investigam relatos de que alguns clientes terão sido impedidos de abandonar o estabelecimento até pagarem as suas contas.
Durante uma visita ao local na manhã desta segunda-feira, o primeiro-ministro tailandês partilhou o testemunho de um músico que atuava no bar quando o fogo começou, escreve a BBC. O artista terá relatado ao governante a ocorrência de “explosões”, explicando que muitas pessoas não conseguiram sair porque correram para os fundos do prédio e tentaram esconder-se na casa de banho — onde a maioria das vítimas mortais foi encontrada.
“A maioria das vítimas correu para a parte de trás do prédio, para a casa de banho, e não havia nenhuma sinalização clara de saída de emergência“, afirmou o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, de acordo com a Reuters.
O governador de Banguecoque, Chadchart Sittipunt, explicou aos jornalistas que o espaço contava com duas saídas de emergência, mas ambas estavam obstruídas. Segundo o responsável citado pela RTÉ, uma das rotas, situada junto à cozinha, encontrava-se bloqueada por caixas de cerveja, enquanto uma mesa impedia a passagem pela outra saída.
O diretor do distrito de Chatuchak já adiantou, de acordo com o Thairath, que o estabelecimento operava com as licenças regulares e esclareceu que a legislação atual para edifícios térreos não exige a instalação de sistemas de sprinklers (chuveiros automáticos) contra incêndio — os quais não existiam no bar que ardeu.
As conclusões preliminares de Suriyachai Raviwan, diretor do departamento de mitigação de desastres de Banguecoque, indicam que a inalação de fumo foi a causa da morte da maior parte das vítimas.