Luís Neves recusou este domingo ter ameaçado André Ventura durante o debate quinzenal de 27 de maio, depois de o Chega ter feito este domingo acusações nesse sentido e pedido até uma reunião urgente com António José Seguro.
Em entrevista ao canal Now, o ministro da Administração Interna esclareceu que não disse “vais pagá-las todas, vais ver, vais engoli-las todas”, como indicado pelo Chega, mas sim “têm zero, vocês vão ver”. “E viram no dia 17 [de junho] quando eu fui ao Parlamento para ser ouvido sobre o tema SIRESP”, afirmou.
https://observador.pt/2026/06/17/luis-neves-rejeita-pressoes-no-caso-siresp-e-diz-que-pombeiro-agia-por-animosidade-idoneidade-de-viegas-nunes-e-intocavel/
Para Luís Neves, é “muito estranho” que a publicação tenha sido feita agora, “quase um mês depois”. “Nunca ameacei ninguém, não é a minha maneira de ser”, sublinha o governante, que rejeitou “completamente” a atitude que lhe tinha sido imputada e acusou o partido de “truncar imagens”.
Este domingo, o Chega acusou o ministro de ameaçar André Ventura “de forma grave e direta” no Parlamento e pediu uma reunião urgente ao Presidente da República.
O Chega disse que pediu uma reunião urgente a António José Seguro por considerar inadmissível esta situação, apelando ao ministro que se retrate das “ameaças e insinuações feitas em plenário”. O partido também “questionou hoje o primeiro-ministro acerca da manutenção de condições de continuidade de um ministro que não apenas foge do escrutínio como ameaça os opositores políticos com o uso ou a utilização de manobras policiais de intimidação”.
Questionado pela agência Lusa, fonte oficial do Chega referiu que logo após este debate o partido tinha sido alertado desta situação.
“O ministro esbracejava, mexia-se na cadeira, ameaçava o presidente do Chega de ‘fazê-lo pagar’ pelo que estava a dizer e que ‘eles iam cair em cima de nós com toda a carga’”, referiu a mesma fonte oficial, remetendo para o mesmo vídeo.