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Pogacar agradeceu o respeito e continua a respeitar a ordem, Van der Poel não respeitou ninguém e venceu em Ussel

Numa nona etapa do Tour que foi encurtada devido ao calor extremo, Mathieu van der Poel venceu ao sprint em Ussel. Já Tadej Pogacar, que manteve a amarela, agradeceu o respeito dentro do pelotão.

Mariana Fernandes
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Tem sido um dos grandes protagonistas do Tour e continua a fazer estragos. O brutal calor que se tem feito sentir em França e um pouco por toda a Europa nas últimas semanas tem tornado a Volta a França ainda mais exigente, com vários ciclistas a sublinharem a dificuldade acrescida causada pelas temperaturas a rondar os 40º nas regiões por que a comitiva tem passado. E este domingo, naturalmente, não era exceção. 

Com as previsões a apontarem novamente para um dia de calor extremo em Corrèze, no interior de França, a organização do Tour decidiu encurtar a distância da nona etapa em cerca de 30 quilómetros: ou seja, a etapa deste domingo passava dos 185,5 para os 154,6 quilómetros, com os ciclistas a saltarem a secção inicial e as primeiras subidas a Puy Boubou e Côte de Lagleygeolle, entrando diretamente no percurso original a partir de Lanteuil.

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Ainda assim, a ligação de mais de 150 quilómetros entre Malemort e Ussel mantinha-se uma verdadeira montanha-russa, com várias subidas exigentes em pleno Maciço Central e passagens míticas por Suc au May ou Mount Bessou. A última subida aparecia a 16 quilómetros da meta, em Côte des Gardes, seguindo-se 14 quilómetros rápidos e mais lineares que privilegiavam a vitória de uma eventual fuga.

Um contexto que encaixava no fim de uma entusiasmante primeira semana de Tour. Tadej Pogacar deu o primeiro murro na mesa em Les Angles, com uma vitória dominadora que lhe permitiu chegar pela primeira vez à camisola amarela — que perdeu no dia seguinte para Torstein Traaen, em Foix, num dia em que Mads Pedersen ganhou ao sprint. Ainda assim, e tal como era expectável, o esloveno da UAE Emirates respondeu no Tourmalet, na primeira grande jornada de alta montanha pelos Pirenéus, e reconquistou a camisola amarela enquanto cavou uma vantagem de mais de dois minutos para Jonas Vingegaard. Entretanto, Tim Merlier apareceu e venceu duas etapas seguidas, sexta-feira e sábado, dias que em nada beliscaram a luta pela classificação geral.

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Um dado que acabou por merecer elogios de Tadej Pogacar. Este sábado, depois de mais uma vitória de Tim Merlier sem impacto na classificação geral, o esloveno mostrou-se satisfeito por todos os candidatos ao top 10 estarem a preferir manter-se seguros quando os sprints são lançados nas etapas com esse perfil. “Por agora está tudo a correr bem, não posso queixar-me. Ontem e hoje foram dias mais fáceis, o que foi bom depois do Tourmalet e depois de dias com tanto calor. Parece que há uma espécie de acordo entre os candidatos à classificação geral, ficamos lá atrás, mantemos a calma, é muito menos stressante. Existe sempre a possibilidade de quedas, mas acho que temos gerido muito bem. Portanto, obrigado a todos os candidatos por esse respeito. Até aqui tem sido um dos Tours mais prazerosos, excluindo o calor”, atirou.

Numa etapa que teve fugas praticamente desde o início, entre grupos da frente, grupos perseguidores e um pelotão onde Tadej Pogacar estava que nunca se manteve a muito mais do que um minuto da liderança, Tobias Johannessen, Tom Pidcock, Alex Baudin e Mathieu van der Poel acabaram por distanciar-se antes da subida ao Mount Bessou, garantindo desde logo que a vitória estaria no quarteto.

No fim, Van der Poel foi o mais rápido na chegada ao sprint que só começou nos derradeiros 300 metros e ganhou em Ussel, alcançando a terceira vitória da carreira no Tour, seguido de Johannessen e Pidcock. Já Pogacar, que cruzou a meta em 11.º e dentro de um pelotão que terminou a etapa quase colado ao grupo da frente, teve mais um dia tranquilo e de absoluta competência, mantendo a camisola amarela com mais de dois minutos de vantagem para Jonas Vingegaard.

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