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(A) :: EUA. Senador republicano Lindsey Graham morreu após "doença súbita", com 71 anos. Tinha voltado de Kiev na véspera

EUA. Senador republicano Lindsey Graham morreu após "doença súbita", com 71 anos. Tinha voltado de Kiev na véspera

Era "um verdadeiro patriota americano", diz o Presidente dos EUA, Donald Trump, elogiando o senador que morreu neste sábado, aos 71 anos, após "doença súbita".

Edgar Caetano
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Morreu no sábado, aos 71 anos, Lindsey Graham, um histórico senador republicano que era “um verdadeiro patriota americano”, nas palavras de Donald Trump. Uma “doença súbita” foi a causa da morte, revelada pelo seu gabinete num comunicado emitido neste domingo.

“A família do senador Graham agradece as orações neste momento e pede privacidade durante este período incrivelmente difícil”, lê-se no comunicado citado pela imprensa norte-americana. Já o Presidente dos EUA, através da rede Truth Social, descreveu Graham como “uma das melhores pessoas e dos melhores senadores que alguma vez” conheceu.

Mais tarde, este domingo, Trump revelou que falou ao telefone com o senador Graham poucas horas antes da sua morte. “Embora parecesse cansado, parecia estar ótimo“, afirmou Trump numa entrevista à NBC News que foi transmitida ao início da manhã nos EUA. O Presidente dos EUA diz ter razões para acreditar que “ele teve um fim rápido, talvez não tenha sido a pior forma possível de alguém ir…”.

Trump descreveu Graham como alguém que considerava quase membro da sua família – falava frequentemente com o senador e os dois jogavam golfe juntos, com frequência.

De acordo com a NBC News, equipas de emergência foram chamadas para responder a uma situação de “paragem cardíaca” na casa de Graham, em Capitol Hill, na noite de sábado. Fotografias vistas pelo mesmo órgão de comunicação mostram paramédicos a transportar uma pessoa numa maca, da casa do senador até uma ambulância.

Graham era presidente da comissão de orçamento do Senado e tinha o objetivo de obter um quinto mandato (de seis anos) no Senado em novembro. Era um dos membros mais conhecidos da câmara alta do Congresso dos EUA e uma voz importante dentro do partido em questões de defesa e política externa.

O senador tinha regressado poucas horas antes de uma viagem a Kiev, onde se encontrou com Volodymyr Zelensky na última sexta-feira e visitou uma fábrica de drones de guerra, entre outras iniciativas.

O Presidente ucraniano, após tomar conhecimento da morte inesperada do senador, considerou que ele era “um verdadeiro campeão da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro”.

“Ele visitou a Ucrânia 10 vezes desde o início da invasão pela Rússia e esteve cá, com o nosso povo, quando foi mais necessário – eu mantinha um diálogo constante com ele e vou sentir muita falta disso”, escreveu Zelensky nas redes sociais.

Também Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, elogiou o legado de Lindsey Graham, considerando que ele era alguém que “compreendia que a segurança de Israel e dos EUA são duas coisas inseparáveis”.

Dedicou a vida a defender a América, a reforçar a nossa aliança e a lutar por um mundo livre”, escreveu Netanyahu, lamentando que “Israel tenha perdido um dos seus melhores amigos” e “a América tenha perdido um grande patriota”. “Já eu próprio perdi um estimado amigo”, concluiu o primeiro-ministro israelita.

Graham foi eleito para o Senado, pela primeira vez, em 2003. Há apenas algumas semanas, Trump tinha apoiado a campanha de reeleição de Graham para as eleições intercalares de novembro, nas quais será renovada toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, o que pode alterar o equilíbrio de poder em Washington.