Morreu no sábado, aos 71 anos, Lindsey Graham, um histórico senador republicano que era “um verdadeiro patriota americano”, nas palavras de Donald Trump. Uma “doença súbita” foi a causa da morte, revelada pelo seu gabinete num comunicado emitido neste domingo.
“A família do senador Graham agradece as orações neste momento e pede privacidade durante este período incrivelmente difícil”, lê-se no comunicado citado pela imprensa norte-americana. Já o Presidente dos EUA, através da rede Truth Social, descreveu Graham como “uma das melhores pessoas e dos melhores senadores que alguma vez” conheceu.
Mais tarde, este domingo, Trump revelou que falou ao telefone com o senador Graham poucas horas antes da sua morte. “Embora parecesse cansado, parecia estar ótimo“, afirmou Trump numa entrevista à NBC News que foi transmitida ao início da manhã nos EUA. O Presidente dos EUA diz ter razões para acreditar que “ele teve um fim rápido, talvez não tenha sido a pior forma possível de alguém ir…”.
Trump descreveu Graham como alguém que considerava quase membro da sua família – falava frequentemente com o senador e os dois jogavam golfe juntos, com frequência.
De acordo com a NBC News, equipas de emergência foram chamadas para responder a uma situação de “paragem cardíaca” na casa de Graham, em Capitol Hill, na noite de sábado. Fotografias vistas pelo mesmo órgão de comunicação mostram paramédicos a transportar uma pessoa numa maca, da casa do senador até uma ambulância.
Graham era presidente da comissão de orçamento do Senado e tinha o objetivo de obter um quinto mandato (de seis anos) no Senado em novembro. Era um dos membros mais conhecidos da câmara alta do Congresso dos EUA e uma voz importante dentro do partido em questões de defesa e política externa.
O senador tinha regressado poucas horas antes de uma viagem a Kiev, onde se encontrou com Volodymyr Zelensky na última sexta-feira e visitou uma fábrica de drones de guerra, entre outras iniciativas.
O Presidente ucraniano, após tomar conhecimento da morte inesperada do senador, considerou que ele era “um verdadeiro campeão da liberdade e dos valores que tornam o nosso mundo mais seguro”.
“Ele visitou a Ucrânia 10 vezes desde o início da invasão pela Rússia e esteve cá, com o nosso povo, quando foi mais necessário – eu mantinha um diálogo constante com ele e vou sentir muita falta disso”, escreveu Zelensky nas redes sociais.
Também Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, elogiou o legado de Lindsey Graham, considerando que ele era alguém que “compreendia que a segurança de Israel e dos EUA são duas coisas inseparáveis”.
Dedicou a vida a defender a América, a reforçar a nossa aliança e a lutar por um mundo livre”, escreveu Netanyahu, lamentando que “Israel tenha perdido um dos seus melhores amigos” e “a América tenha perdido um grande patriota”. “Já eu próprio perdi um estimado amigo”, concluiu o primeiro-ministro israelita.
Graham foi eleito para o Senado, pela primeira vez, em 2003. Há apenas algumas semanas, Trump tinha apoiado a campanha de reeleição de Graham para as eleições intercalares de novembro, nas quais será renovada toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, o que pode alterar o equilíbrio de poder em Washington.