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Drag queen é contratada para evento em prisão britânica onde metade dos reclusos foram condenados por crimes sexuais

A HMP Moorland, onde metade dos reclusos são condenados por crimes sexuais, contratou uma drag queen para um dia desportivo LGBT. O caso está a gerar críticas.

Sâmia Fiates
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Uma prisão próxima a Manchester, na Inglaterra, terá contratado uma drag queen para um evento destinado aos reclusos LGBT. De acordo com o Telegraph, o exterior da HMP Moorland foi decorado com uma passadeira nas cores da bandeira da diversidade para receber o dia especial de desporto. Mais de metade (58%) dos mais de mil presidiários do estabelecimento prisional masculino de South Yorkshire foram condenados por crimes sexuais, uma das maiores proporções em todo o sistema prisional da Inglaterra e do País de Gales.

De acordo com o jornal, a direção da prisão convidou a drag queen para entreter os reclusos, mas uma testemunha terá dito que a artista “não fez muita coisa e ficou parada sem fazer nada”. Funcionários do estabelecimento prisional afirmam que não foram notificados sobre o evento e alegam que a intenção da direção era manter a organização do dia de desporto em segredo. Um porta-voz do sistema prisional britânico esclareceu ao jornal que “não foi gasto dinheiro dos contribuintes neste evento”.

A maioria das prisões britânicas realiza dias desportivos, que seguem normas de segurança do sistema prisional, entre elas que os participantes devem usar roupas desportivas aprovadas pelo estabelecimento prisional, adquiridas individualmente, e que camisolas de futebol ou roupas ofensivas não são permitidas. Os eventos geralmente são restritos a campos desportivos, pátios fechados ou áreas de ginásio.

Contudo, a presença da drag queen está a gerar críticas. Ian Acheson, ex-diretor de prisão e ex-conselheiro do Governo para assuntos de extremismo em estabelecimentos prisionais, disse ao Telegraph: “Simplesmente não consigo imaginar o que levou os chefes da prisão a promover um evento como esse. Esta prisão abriga pessoas condenadas por crimes sexuais gravíssimos contra homens, mulheres e crianças”.

Em vez de serem entretidos com fantasias progressistas e insultos às vítimas, esses presos deveriam estar a lidar com os seus comportamentos criminosos. Mas os ministros estão totalmente alheios ao que acontece na linha de frente de uma organização dominada por ideologia”, acrescentou ainda.

Já Nick Timothy, membro do Parlamento britânico pelo Partido Conservador e que assume a posição de secretário-sombra da Justiça, acredita que “as vítimas ficarão indignadas com o facto de as prisões estarem a promover dias desportivos especiais para agressores sexuais. Quem achou apropriado contratar um artista drag para entretê-los deveria ser demitido. Acabaremos com esse desperdício e garantiremos que as nossas prisões estejam focadas em punição, dissuasão e reabilitação.”