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Litro de gasóleo deve subir sete cêntimos e de gasolina três na semana que começa a 13 de julho

Limite às exportações por parte da Rússia vai agravar preço do gasóleo. Gasolina também vai aumentar por causa dos efeitos do fim do acordo de cessar-fogo no Médio Oriente.

Agência Lusa
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Ana Suspiro
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O preço por litro de gasóleo deverá aumentar sete cêntimos e o da gasolina subir três cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da Anarec cedida à Lusa.

Com base nos atuais valores da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e tendo em conta as previsões das variações com os valores do fecho do mercado na quinta-feira, o preço médio da gasolina simples 95 deverá subir para 1,923 euros por litro, enquanto o gasóleo simples deverá chegar aos 1,863 euros por litro.

Uma fonte do setor confirmou entretanto ao Observador que o aumento do preço final deverá ser travado, caso o Governo aprove um maior desconto fiscal no imposto petrolífero, como tem feito desde que começou a crise do Estreito de Ormuz. Neste cenário, e já com uma descida na taxa do imposto, o gasóleo deverá subir por volta dos 6 cêntimos por litro e a gasolina ficará 2 cêntimos por litro mais cara.

A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização.

Os preços dos combustíveis tiveram um forte aumento nos últimos meses, num contexto de forte tensão geopolítica no Médio Oriente, com os preços do petróleo pressionados pelo encerramento do estreito de Ormuz e pela volatilidade dos mercados internacionais. Mas há um fator adicional a condicionar o preço dos produtos petrolíferos que é o défice da capacidade de refinação devido a ataques.

https://observador.pt/2026/07/08/ligar-diretamente-combustiveis-ao-petroleo-e-vicio-de-raciocinio-precos-nao-baixam-porque-ha-refinarias-atacadas-no-golfo-e-na-russia/

Este fenómeno começou nos países do Golfo, mas mais recentemente está a atingir com força várias refinarias russas — que são alvos da Ucrânia. Para ultrapassar os problemas de abastecimento ao mercado interno, a Rússia está a travar as exportações de gasóleo, o que explica maiores subidas no preço deste combustível.

Por outro lado, e durante os últimos dias, o reagravar das tensões, com o fim do cessar-fogo anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, voltou a empurrar os preços dos barris de petróleo.

Pelas 11h15 em Lisboa, o preço do barril de Brent para entrega em setembro recuava 0,16% para 76,15 dólares. Pela mesma hora na semana passada, o barril negociava perto de 71 dólares.