“Posse de bola para Portugal, vai Eder, vai Eder, vai Eder, vai Eder, chuta, chuta, chutou… Golo! (…) Ganhou a seleção fraquinha, ganhou a seleção nojenta, ganhou a seleção que não joga nada. É assim… shiu. Vocês vão para casa e nós vamos para a festa!”
Foi há dez anos que Portugal viveu a melhor noite da sua história no que diz respeito ao futebol, contada nas primeiras linhas deste artigo pelas míticas palavras de Alexandre Afonso e Nuno Matos nos microfones da Antena 1. Foi naquela quente noite de 10 de julho de 2016 que a Seleção Nacional fez o que nunca tinha sido feito: “vingou-se” de 2004 e derrotou um dos gigantes da Europa para conquistar o seu primeiro título sénior, numa história que começou a ser escrita no mês anterior e também passou por Marcoussis. Foi aquela pequena comuna localizada nos arredores da capital francesa que viu nascer uma lenda que passou por Saint-Étienne, Parques dos Príncipes, Lyon, Lens e Marselha antes de desaguar no mítico Stade de France, em Paris. Foi ali, no meio de uma grande enchente francesa, que Eder rendeu Renato Sanches e se tornou herói nacional aos 109 minutos, num grande rasgo de inspiração.
https://youtu.be/H8yLVIiFQHY
Volvida uma década, a vida de Eder não mais voltou a ser mesma… ou de Ederzito António Macedo Lopes, afinal, o nome do autor do golo que derrotou os franceses. Deixou a carreira de jogador profissional e abraçou outras paixões. “Obrigado a todos pelo carinho. Estes dez anos foram uma viagem fantástica. Não precisam de agradecer por nada porque eu já fico feliz pelas imagens de todos a celebrarem. Sinto que as pessoas ainda têm esse momento no coração e que o tentam passar para os filhos. Não digo o golo, mas a vitória e tudo aquilo que representou. Para mim é um orgulho ter feito parte do impacto que aquilo teve, sobretudo porque foi um momento muito feliz para todos”, assumiu o internacional português em entrevista ao programa Alta Definição, da SIC.
No presente, as mudanças de Eder são visíveis, não só em termos físicos – “trocou” as rastas e o cabelo longo por um penteado curto, mais jovial –, mas também profissionais. Volvidos dez anos, o agora ex-jogador tornou-se comentador desportivo da SportTV, assumiu o cargo de diretor da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) depois da saída de Pedro Dias para o Governo e realiza ações com jovens. “O objetivo é passar-lhes esperança, dar-lhes alguns inputs para terem mais mentalidade, acreditarem mais neles e não desistirem. Hoje em dia é dificil calcular aquilo que aconteceu. De facto, fomos uma grande equipa com muitos jogadores a destacarem-se”, recordou em declarações ao Fama Show, em que lembrou ainda que, há dez anos, ainda não tinha filhos. Afinal, ao longo do caminho pós-Europeu, Eder tornou-se pai de Kaï, de sete anos, e de Rio, de seis, que são fruto do seu casamento com Sanne Lopes, uma mulher belga com quem namora desde a altura do Euro-2016 e com quem casou no ano seguinte.
https://observador.pt/2016/07/14/eder-pensei-em-desistir-da-vida-achava-que-estava-a-atrapalhar/
Por outro lado, Eder Lopes tornou-se num autêntico fenómeno depois do golo marcado no Stade France e, dez anos depois, está a tirar dividendos desse momento nas redes sociais, onde se tornou num verdadeiro… influencer. Só no Instagram contam-se mais de 470 mil seguidores e as suas últimas publicações trazem à tona colaborações com diversas marcas, desde a já mencionada SportTV, o Continente e até os hambúrgueres da Ugly. Por outro lado, o antigo avançado de 38 anos foi embaixador da final da Liga dos Campeões feminina do ano passado, que aconteceu no Estádio José Alvalade, em Lisboa, e também tem colaborado com a UEFA em eventos de renome.
A alma que sai do corpo para ver um “filme com final feliz”, a voz interior e as críticas em França
Esta sexta-feira completam-se 3.652 dias desde o momento em que Eder recebeu o passe de João Moutinho, aguentou a carga de Laurent Koscielny e desferiu um remate forte para o fundo da baliza de Hugo Lloris. Ainda assim, apesar de todo esse tempo, o internacional português recorda o momento como se o estivesse a viver agora.
“Lembro-me de todas as lembranças. Ainda consigo viver as emoções. Continuo a arrepiar-me cada vez que as pessoas falam daquele momento. Ser o homem do golo é uma benção, sem dúvida. Estar ligado a um feito enorme para o país… Tudo o que passámos desde o início até àquela final, que foi histórica e muito emotiva, enche-me de orgulho. Ainda está muito presente. Não diria que foi ontem porque já passaram alguns anos, mas não parece que passaram tantos anos. Continuo a viver isso no dia a dia porque os portugueses partilham esses momentos comigo. São histórias que remetem para o passado, mas que estão muito presentes. Tive momentos atribulados durante o percurso, com muitas críticas e muita coisa que tive que aguentar, guardar no saco e seguir em frente. Fazia parte daquilo que estávamos a construir. Passei por alguns infortúnios, fui operado oito vezes durante a minha carreira. Não foi fácil, mas fazia parte deste acontecimento. Deu-me muita paz e tranquilidade”, partilhou no programa da SIC.
“Tenho a memória visual, que vejo nas imagens e que me remete para o momento. Arrepia-me. Quando fecho os olhos, é como se a minha alma tivesse saído do corpo e estivesse a ver um filme com um final feliz. No momento em que a bola entra na baliza, a minha alma admira tudo o que está a acontecer, vê os adeptos a saltarem em câmara lenta e toda a gente a festejar. São coisas inexplicáveis. Desde o momento em que o Moutinho me passa a bola e eu tomo a decisão de aguentar, virar-me na direção da baliza e perceber que tenho a oportunidade de rematar, é tudo muito rápido. Tenho um defesa ao meu lado, travámos uma batalha, consigo vencer a primeira, depois tenho outro defesa ao meu lado. É uma fração de segundos. No momento do remate estava à espera que ele se deslocasse um bocadinho mais, para ter espaço para rematar. São várias coisas a acontecer ao mesmo tempo na minha cabeça… No momento do remate inclino o corpo para a frente, até há uma imagem de eu e do Eusébio a rematar praticamente da mesma forma. Como estava tão longe, não queria que a bola subisse tanto e até acabei por exagerar na postura, mas o remate saiu muito potente e entrou no sítio certo. Estou a ter esta conversa e estou a arrepiar-me bastante”, acrescentou.
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Na entrevista, Eder recordou ainda um momento dos festejos na Alameda D. Afonso Henriques que acabou por viralizar, o “hoje é feriado c******”. “Estávamos no palco, o [Cristiano] Ronaldo e o Fernando Santos falaram e eu tentei esconder-me lá atrás porque não queria falar, não sabia o que havia de dizer. Do nada o Ronaldo chama-me e dá-me o microfone. Comecei a falar àquela multidão toda, dei uma palavrinhas e depois senti na inocência que podia soltar aquilo e dizer daquela forma. Saiu e acho que saiu bem [risos]. Hoje em dia as pessoas até acham piada. Continuam a dizer que ainda não é feriado, mas foi um momento engraçado. A viagem de avião parecia uma eternidade. Estávamos mesmo ansiosos de chegar a Portugal. Quando fomos recebidos pelos caças já tinha sido incrível. Quando aterrámos… o aeroporto… fantástico! Cachecóis, camisolas e as pessoas pela estrada a celebrar. Dificilmente vou viver algo assim. Foi incrível”, explicou.
Por outro lado, o regresso a França, onde jogou ao serviço do Lille, não foi fácil. “Já tinha lá estado. Estava no Swansea antes e fui emprestado ao Lille durante seis meses porque precisava de jogar para ir ao Europeu. Nesses seis meses as coisas correram muito bem. Quando cheguei, o Lille estava em 18.º. Correu tão bem que acabámos em quinto e fomos às pré-eliminatórias da Liga Europa. Criei amizades e uma boa reputação. No início foi uma receção muito boa, mas depois as pessoas deixaram de ser simpáticas nas ruas. Em todos os estádios em que eu jogava, inclusive no meu, era assobiado e insultado. Não foi uma receção tão calorosa”, lamentou.
O fim precoce devido às lesões, o luto em silêncio e as lições que se levam do futebol
Nesse sentido, a segunda época – a primeira em definitivo – de Eder Lopes nos franceses acabou por não correr tão bem, ainda que tenha superado os números da época anterior — fez mais um golo (sete) e o mesmo número de assistências (quatro). Assim, em 2017/18, rumou ao Lokomotiv Moscovo, inicialmente por empréstimo. Depois de os russos pagaram meio milhão de euros pelo seu passe, o português continuou no Campeonato russo até 2021. Nesse ano ainda ingressou nos sauditas do Al Raed, mas não aguentou as lesões que sofreu ao longo da sua caminhada no futebol e abandonou a carreira profissional aos 34 anos.
“Estava na Arábia Saudita, a época estava a acabar, tinha-me lesionado num jogo-treino e ainda faltavam um jogos. Tive que ser operado ao joelho e ao tornozelo, quase que parti a perna. Fui operado, o médico aconselhou-me a não jogar mais, fiz a reabilitação e senti que não dava. Ainda hoje acabo sempre com dores, não posso correr… Foi aí que disse: ‘Não aguento mais, não consigo. Acabou. Fecho aqui o ciclo, não tenho que dizer nada a ninguém’. Silêncio? Foi uma forma de proteção e eu conseguir fazer o luto. Aconselharam-me a fazer um jogo de despedida, mas senti que não. Acabei, arrumei as botas. Foi a forma que senti que devia de ser. Fiz o luto dessa forma, acabou, desliguei e fez-me mesmo muito bem. Parei de ver futebol durante um tempo, não via mesmo. Vivi na Bélgica um ano e meio e fez-me bem estar um pouco distante. Foquei-me na família e não tinha a pressão de ser isto ou fazer aquilo. Numa primeira fase estava tranquilo, a viver e a aproveitar a família. Depois comecei a pensar em soluções, porque tinha de fazer alguma coisa, e tive a felicidade de ter um convite para trabalhar na federação como diretor. Foi giro”, lembrou sobre a chegada à FPF noutras funções.
https://observador.pt/2016/07/11/eder-a-vida-foi-lhe-dura-mas-deu-lhe-ouro/
“Há dores que tive durante as minhas lesões e operações, em situação em que tive de recuperar: dor física, mas a pior é aquela dor que sentes no coração, quando estás depressivo. Há dores que são invencíveis e que doem muito mais que as dores físicas. Fim? Já pensava há muito tempo, até bem antes do Europeu. Estava a ter muitas lesões. Lembro-me que, em 2014, o meu joelho inchava muito, tinha dores num joelho, depois no outro, depois num pé. Não sabia quanto tempo ia durar, só sabia que tinha que aproveitar ao máximo com as limitações que tinha. Era o quanto aguentasse de dores e recuperações. Tomava anti-inflamatórios. Muitas vezes descia as escadas e ficava cheio de dores, tomava um anti-inflamatório e ia treinar. Era o que era. O que muda dentro de campo? Evitam-se determinados lances. Jogas mais em apoio, de costas… Muitos jogadores jogam com dor. Ainda agora vimos o Neymar. Há dores que o adepto não consegue ver”, confidenciou Eder, que se despediu com 35 internacionalizações e cinco golos na Seleção.
Por fim, Eder contou no Alta Definição que tem a vida organizada e que foi algo que preparou durante a carreira profissional. Ainda assim, “às vezes” aparecem a saudades de entrar em campo, que nem os jogos de exibição atenuam, mas onde o corpo se tende a ressentir. “Já fiz alguns jogos, mas não durante muito tempo porque depois tenho dores. Os meus amigos dizem que ainda estou em forma [risos]. Sinto mais falta do balneário, da palhaçada, dos treinos, da competição e da camaradagem. Só não tenho saudades da pré-época [risos]. Agora vejo futebol na televisão com os meus filhos, porque eles começam a perceber e a gostar cada vez mais. Lições do futebol? É difícil derrotar alguém que nunca desiste. O que hoje é verdade amanhã é mentira, e vice-versa. Um dia acaba e tens de estar pronto para outra”.
Guerra de comunicados, troca de acusações e o pedido de desculpas que falta dar: Eder separou-se de Susana Torres abruptamente
É outro dos marcos que fica do legado de Eder Torres até ao topo da Europa em Paris e que, a bem ou mal, se prolongou pela década que se seguiu. Quando marcou a Lloris, o avançado festejou com uma luva branca que tinha inscrita a palava “Believe” (“acreditar”, em português). Depois, no final do jogo, deixou na flash interview uma frase que perdurou na eternidade: “Quero dedicar o golo à Susana Torres, a minha coach de alta performance. Vocês têm de a conhecer”. A partir daí, a relação dos dois tornou-se de tal forma mediática, que o fim que se seguiu era totalmente imprevisível. Tudo começou numa entrevista na Renascença em 2023, quando Eder acusou a sua antiga coach de se ter aproveitado do seu mediatismo para crescer. A resposta de Torres não tardou e foi feita através de um vídeo publicado nas redes sociais, em que a profissional acusava o jogador de ingratidão e de se ter deixado manipular pela comunicação social. A resposta do jogador foi feita em comunicado, no qual revelou ter rompido totalmente com Susana Torres em outubro de 2016, depois de a terapeuta lhe ter pedido para pedir folgas para vir a Portugal promover o seu livro, do qual diz não ter recebido qualquer cêntimo.
https://youtu.be/0cBqW1PHUWM
Volvidos mais de três anos desse acontecimento, Eder diz que está totalmente resolvido. Questionado por Daniel Oliveira sobre se alguém se aproveitou da sua bondade ao longo da sua trajetória, o ex-jogador respondeu com um “talvez”. “Durante o meu percurso aprendi que deves partilhar, que deves ajudar. Não sabes o que as outras pessoas vão fazer, isso depende das outras pessoas. Sinto que dei e que sempre tentei ajudar. Fico com a sensação que receberam muito mais e imensamente mais do que mereciam. Basicamente acreditei que podia fazer algo por ti e, olhando para trás, mesmo que tu não merecesses, eu podia fazer algo por ti. Estamos aqui para nos ajudar uns aos outros. Quando fazes algo por alguém e levam muito mais do que mereciam, não é confortável”, acrescentou, sem nunca mencionar o nome da terapeuta.
Questionado sobre um eventual pedido de desculpas que ficou por dar, o jogador respondeu que “talvez” falte pedir desculpa a si mesmo. “Hoje em dia tenho noção do meu percurso, especialmente agora que tenho filhos. Naquele momento devia de me ter protegido de outra forma porque não o fiz, mas estou bem resolvido. Perdoar o mal? Numa primeira fase desligo, porque sei que tenho que seguir em frente. Não preciso que ninguém me peça desculpa. Já foi escrito um livro sobre a minha história e que não faz sentido para mim. Hoje quero escrever um livro para os meus filhos com a minha história. Não tenho nada a apontar, nada a pedir e nada a cobrar. Isto é tudo um bónus. Só não gosto que me cobrem. De resto, tranquilo”, concluiu, referindo-se a Vai Correr Tudo Bem!, o livro escrito por Susana Torres.
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A paternidade, os sacrifícios na Rússia e o sonho que falta cumprir: dez anos depois, Eder continua a dizer “vai correr tudo bem”
Foi precisamente a poucos meses do Europeu, quando trocou o Swansea pelo Lille, que Eder conheceu Sanne Lopes, a mulher com quem mantém uma relação até aos dias de hoje. “Deu-me uma força incrível. Durante o Europeu, quando tínhamos folga, acabava por sair algumas vezes para estarmos juntos. Assistimos ao jogo dos quartos de final entre a Bélgica e o País de Gales porque ela é belga e a equipa que ganhasse ia jogar contra nós nas meias-finais. Esses momentos deram-me força e essa fase ajudou-me a ter paz e uma estabilidade diferente. Sentes que tens alguém que te dá força e hoje em dia é assim. Faz da minha vida outra vida. Ser pai? Renasci. Senti que há um Éder para trás e um para a frente, em que o Éder já viveu tudo o que tinha a viver e agora há outro, com outra missão. Antes não sabia se tinha alguma missão. Vagueava e tentava fazer as coisas da melhor forma possível. A paternidade trouxe-me uma missão. Assisti ao parto, foi menos difícil que o remate [risos]. Estava num estado de euforia enorme, mas estava mais concentrado na minha mulher”, lembrou.
“Como pai sou capaz de muita coisa, de me organizar ainda mais, de amar incondicionalmente. A minha mulher quase que entrou em depressão depois do parto. Foi na época da Covid-19, já tínhamos um filho mais velho e eu tinha de estar em estágio, de quarentena, na Rússia, onde continuávamos a ter jogos. Muitas vezes tinha de sair do centro de estágio às escondidas para vir a casa ficar com os miúdos para ela conseguir dormir. Depois dos jogos ficava acordado a noite inteira, pelo menos duas vezes por semana. Sentia que precisava de ajudar e de me conectar com ela e com ele. Chegava à academia cedo, dormia a sesta e ia treinar. O rendimento não foi o melhor, mas aquela ajuda foi mesmo importante. Tive de colocar algo à frente que hoje em dia faz sentido. O mais velho é resiliente e absorve muito do que é feito e dito. É algo que me enche de orgulho. O mais novo tem uma alegria e uma diversão imensas”, acrescentou.
“Eles gostam de ver futebol ao pé de mim. Digo-lhes que foi difícil chegar ali. Explico-lhes todos os acontecimentos para lhes dar contexto. Todas as minhas vivências fazem-me ser melhor pai. Sinto que tenho algo para passar aos meus filhos. Não tenho nenhum manual, mas tenho uma série de apontamentos que me fazem querer ser melhor, querer desafiar os meus filhos e querer amá-los. É algo incrível. Sentimento de estar a cuidar do Ederzito? Sim, porque sinto-me mesmo bem. É algo que me conforta, que me dá uma força brutal. Sinto uma vontade imensa de participar na educação deles e na forma como eles vão crescer. Sonhos? Agora só tenho para os meus filhos. Tenho vivido mais o presente e desfrutado. Quero continuar a influenciar positivamente, sobretudo os jovens. Hoje em dia há muita falta de empatia. O mundo está difícil, com muitos extremismos e muito egoísmo. Se eu puder, em alguns momentos, trazer algumas experiências e dar esperança, mesmo que seja com alguma palavra ou partilha, é por aí que me vejo”, disse Eder.
Por fim, o internacional português assumiu que o seu maior orgulho foi “não ter quebrado e ter aguentado” e que, se pudesse voltar a 10 de julho de 2016, diria ao Eder para “fechar a boca, respirar e defrutar”: “Senta-te no relvado ou nas bancadas, admira o estádio e deixa tudo entrar. Desfruta”. Quanto ao Ederzito que saiu do Lar Girassol, o homem de 37 anos que continua a dizer “vai correr tudo bem”, voltava atrás para lhe “dar um abraço e dizer ‘obrigado’”.