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Sobe para 104 número de portugueses e lusodescendentes mortos nos simos na Venezuela

Número de baixas contabilizadas volta a subir. 90 das 104 vítimas tinham também nacionalidade venezuelana. Emídio Sousa iniciou na quarta-feira uma visita de quatro dias ao país.

Agência Lusa
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O número de cidadãos portugueses e lusodescendentes que morreram no duplo sismo que atingiu a Venezuela em 24 de junho aumentou para 104 e há 57 desaparecidos, anunciou esta quinta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Entre os 104 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos, em que 90 tinham também a nacionalidade venezuelana, estão 18 crianças e 86 adultos, indicou o MNE.

O anterior balanço contabilizava 102 cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos e 57 desaparecidos ou incontactáveis.

No total, o número de mortos subiu na quarta-feira para 3.811, enquanto o de feridos se manteve em 16.740, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelo Governo venezuelano.

O número de feridos mantém-se igual ao registado no balanço de domingo, enquanto o de falecidos representa um aumento de 126 pessoas.

O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, indicou numa reunião com a chefe de Estado interina, Delcy Rodríguez, que 17.907 pessoas ficaram sem habitação após o duplo sismo, enquanto se mantém – desde a passada quinta-feira – a cifra de resgatados em 6.462.

Rodríguez acrescentou que as autoridades já prestaram assistência a 86.794 famílias e distribuíram 9.603.000 quilogramas de alimentos.

O dirigente afirmou ainda que há 856 edifícios afetados pelos sismos, dos quais 190 colapsaram totalmente.

O parlamentar referiu que se encontram no país sul-americano 4.388 socorristas internacionais, além de 30.076 efetivos da Força Armada Nacional Bolivariana, polícias nacionais, estaduais e municipais, corpos de bombeiros, Proteção Civil e funcionários destacados nos acampamentos temporários.

Do mesmo modo, sublinhou que 28.992 pessoas se registaram como voluntários para ajudar na resposta à contingência após os dois sismos.

Na quarta-feira, o ministro da Educação, Héctor Rodríguez, informou que, pelo menos, 16.686 pessoas estão alojadas em 87 acampamentos temporários habilitados pelo Governo venezuelano.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os Estados Unidos da América (EUA) destinaram, até ao momento, mais de 386 milhões de dólares (cerca de 377 milhões de euros) em ajuda humanitária, informou o Departamento de Estado.

Relativamente a Portugal, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, iniciou na quarta-feira uma visita de quatro dias ao país e anunciou hoje que a companhia aérea TAP vai retomar, em 13 de julho, os voos de e para a Venezuela, utilizando o Aeroporto Arturo Michelena de Valência, a 170 quilómetros a oeste de Caracas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.