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PS quer ouvir ministro da Educação e EDuQA na AR sobre classificação dos exames

Eurico Brilhante Dias afirma serem "absolutamente insuficientes" os esclarecimentos prestados pelo ministro da Educação. Pede para serem ouvidas outras entidades envolvidas neste processo.

Agência Lusa
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O PS quer ouvir no Parlamento o ministro da Educação e o EDuQA sobre o processo de classificação dos exames nacionais, disse esta quinta-feira à Lusa o líder parlamentar socialista, que reconheceu que é díficil que estas audições aconteçam em breve.

Queremos ouvir o senhor ministro, quereremos ouvir outras entidades envolvidas neste processo, quer o EDuQA (antigo IAVE), entre outras entidades. Quereremos ouvir e convidar entidades externas que foram fornecedoras deste processo, e procurar escrutinar, usando os instrumentos parlamentares que temos”, afirmou Eurico Brilhante Dias, em declarações à Lusa, após ser questionado sobre se os socialistas pretendem pedir audições parlamentares na sequência das polémicas em torno dos exames nacionais.

Apesar dessa intenção, o líder da bancada socialista reconheceu que é díficil que estas audições se realizem em breve, como pretendia o PCP e o Livre, que apresentaram requerimentos para ouvir o ministro com caráter de urgência.

“Parece-nos particularmente difícil que venham a ocorrer neste momento”, disse.

O deputado do PS acrescentou ainda que, numa fase posterior, os socialistas farão uma reflexão sobre se este tema “merece ou não uma comissão parlamentar de inquérito”, como propôs o BE.

Brilhante Dias sublinhou que o país enfrenta agora um calendário com “marcos importantes”, destacando o próximo dia 17, a data de fixação das notas dos exames.

“Esperemos que esse calendário se cumpra, ainda assim há muitas questões. Se não se cumprir, mais questões se levantarão, mas volto a dizer: uma mensagem de tranquilidade e de confiança e que o senhor ministro que se dedique a resolver os problemas que criou”, frisou.

Para o deputado socialista, as explicações recentes dadas pelo ministro da Educação são “absolutamente insuficientes”.

Brilhante Dias estendeu as críticas ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que considerou que devia ter feito já um “pedido de desculpas às famílias portuguesas” e “procurado ajudar naquilo que é essencial, que é tranquilizar os alunos e as famílias”.

Esta manhã, o secretário-geral do PS afirmou que é incompreensível que o primeiro-ministro não tenha tido “uma palavra de tranquilidade e confiança” às famílias sobre as falhas nos exames nacionais, acusando Luís Montenegro de “insensibilidade atroz”.

Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais do 11.º e 12.º anos, que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da 1.º fase assim como o calendário das provas da 2ª fase.