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Moscovo acusou esta quinta-feira a Ucrânia de prolongar a guerra com ofensivas à Rússia, enquanto o Presidente ucraniano referiu que os ataques de longo alcance contra o país inimigo são uma “resposta à escolha” do Kremlin de manter a situação.
“Quanto mais o regime de Kiev atacar as nossas infraestruturas, mais teremos de expandir a zona de segurança” na frente de batalha, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitri Peskov, aos jornalistas.
Reagindo a declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que a atual escalada de ataques com drones ucranianos de longo alcance contra território russo pode levar ao fim da guerra, Peskov considerou que o cenário provoca precisamente a reação contrária.
“Vemos que existe uma certa confusão na Casa Branca sobre como a escalada, através da pressão militar, pode levar a uma solução pacífica. Esta é uma conclusão errada”, disse o porta-voz russo.
“Uma escalada ainda maior irá provavelmente prolongar a operação militar especial”, acrescentou, referindo-se à ofensiva que a Rússia tem vindo a realizar na Ucrânia desde fevereiro de 2022.
Também o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se referiu esta quinta-feira ao prolongamento da guerra, afirmando que os ataques de longo alcance levados a cabo por Kiev contra alvos dentro da Rússia constituem precisamente uma resposta à essa escolha de Moscovo.
Reivindicando a responsabilidade por novos ataques de longo alcance na Rússia, Zelensky explicou que está a ser executado um plano de sanções a Moscovo pela decisão de manter a guerra.
“Nos últimos dias, foram realizados ataques significativos e bem-sucedidos contra instalações que apoiam o setor petrolífero russo e sustentam a sua política de guerra”, disse Zelensky numa mensagem divulgada nas redes sociais.
O líder ucraniano destacou os ataques a dois depósitos de petróleo: “um em Stavropol e outro em Tver”, nas províncias com o mesmo nome, ambos localizados a cerca de 500 quilómetros da linha da frente.
Além disso, acrescentou, o exército ucraniano também atacou uma instalação de armazenamento de combustível de reserva, localizada a cerca de 800 quilómetros da linha da frente, assim como uma estação de bombeamento de petróleo em Ufa, a quase 1.500 quilómetros da fronteira, e um terminal de carregamento de petróleo na região de Rostov, a cerca de 200 quilómetros da linha de combate.
“Oferecemos à Rússia uma forma de acabar com esta guerra há muito tempo, e a cada dia que escolhe prolongá-la deve trazer a realidade da guerra de volta para onde começou: a Rússia”, defendeu.