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Os Estados Unidos aprovaram, à margem da cimeira da NATO, a venda de mísseis de cruzeiro de alcance intermédio Tomahawk à Alemanha, anunciou esta quinta-feira o chanceler alemão, Friedrich Merz, sem especificar uma data para a entrega.
“Estamos assim a preencher uma lacuna estratégica significativa da nossa defesa”, disse o chanceler alemão aos deputados, embora a implantação destes mísseis, há muito planeada, parecesse ter sido suspensa no início de maio, devido a tensões com o Presidente dos EUA, Donald Trump.
Os mísseis Tomahawk são armas de alta precisão capazes de atingir alvos a mais de 1.600 quilómetros de distância.
“Trabalharemos em paralelo no desenvolvimento dos nossos próprios sistemas europeus e na sua implantação na Europa”, garantiu Friedrich Merz.
Em maio passado, após o anúncio da iminente retirada das tropas norte-americanas estacionadas na Alemanha, Friedrich Merz avançou que a planeada instalação destes mísseis na Alemanha – anunciada pelo antigo Presidente dos EUA Joe Biden – já não estava na agenda, pelo menos para já.
Merz explicou a escassez destes mísseis na altura com as guerras no Irão e na Ucrânia.
“Nem os americanos têm o suficiente agora. Objetivamente, é praticamente impossível para os Estados Unidos renunciar a sistemas de armas deste tipo”, disse.
A possibilidade de produzir mísseis de cruzeiro Tomahawk na Alemanha, no âmbito de uma parceria entre empresas alemãs e norte-americanas, também foi referida como possibilidade.
Berlim considera o destacamento de mísseis Tomahawk um importante elemento dissuasor contra a Rússia.
Moscovo implantou mísseis de cruzeiro Iskander, que podem atingir alvos europeus, no seu enclave de Kaliningrado, entre a Polónia e a Lituânia.
Desde o início da guerra russa contra a Ucrânia, há mais de quatro anos, muitos especialistas voltaram a considerar necessário o destacamento de mísseis de médio alcance na Alemanha.
Os europeus não têm atualmente esta capacidade própria e, por isso, dependem dos Estados Unidos.