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(A) :: China pede à NATO que deixe de "exagerar a ameaça chinesa"

China pede à NATO que deixe de "exagerar a ameaça chinesa"

O secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, disse que Pequim facilitava a guerra na Ucrânia. A China reagiu e pediu que a NATO "abandone a mentalidade da Guerra Fria".

Agência Lusa
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A China instou esta quinta-feira a NATO a “deixar de exagerar a ameaça chinesa”, depois de o secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, ter afirmado que Pequim, Pyongyang e Teerão são “facilitadores essenciais” da guerra da Rússia na Ucrânia.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que a NATO é “uma aliança regional e defensiva”, com “um âmbito de responsabilidades e limites geográficos claros”.

Mao sustentou que a China é “uma força de paz no mundo” e que “nunca ameaçou qualquer país”, em resposta às declarações de Rutte sobre o papel de Pequim no panorama de segurança euro-atlântico.

“Não utilizem sempre a China como pretexto”, declarou a porta-voz, apelando à NATO para que “abandone a mentalidade da Guerra Fria, corrija a sua perceção sobre a China e deixe de exagerar a ameaça chinesa”.

Na cimeira da NATO, realizada esta semana em Ancara, os principais temas foram o aumento da despesa em defesa, o reforço da indústria militar, o apoio à Ucrânia e a cooperação com parceiros do Indo-Pacífico, como Austrália, Japão, Coreia do Sul e Nova Zelândia.

Na véspera da reunião, Rutte afirmou que o que acontece no Indo-Pacífico é relevante para o Atlântico e associou o apoio da China, da Coreia do Norte e do Irão à Rússia à continuação da guerra na Ucrânia.

Os países aliados anunciaram, durante o Fórum da Indústria de Defesa, novas aquisições militares no valor de pelo menos 50 mil milhões de dólares (43,8 mil milhões de euros), no âmbito do objetivo acordado em 2025 de elevar a despesa em defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035.

Pequim rejeita regularmente as acusações da NATO sobre o seu papel na guerra na Ucrânia e acusa a Aliança de promover uma visão da segurança baseada em blocos.