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(A) :: Delcy Rodríguez pede a Carlos III libertação de ouro venezuelano que está "retido" no Banco de Inglaterra

Delcy Rodríguez pede a Carlos III libertação de ouro venezuelano que está "retido" no Banco de Inglaterra

Mesmo com o alívio das sanções dos EUA, diversos fundos e bens da Venezuela no exterior continuam com restrições. Delcy pede recursos retidos no Banco de Inglaterra e no Fundo Monetário Internacional.

Agência Lusa
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou ter enviado uma carta ao rei britânico, Carlos III, a solicitar a libertação do ouro “retido” no Banco de Inglaterra, com o objetivo de utilizar esses recursos na resposta aos recentes sismos. “Esse ouro é do nosso povo e deve servir para enfrentar as consequências terríveis e trágicas deste duplo sismo”, afirmou numa transmissão da televisão estatal VTV.

Rodríguez voltou a exigir o fim das sanções contra a Venezuela e do bloqueio de recursos que, disse, são necessários para o processo de reconstrução e de “recuperação integral no emprego, no trabalho e na educação”.

A dirigente informou ainda ter mantido na terça-feira uma conversa com a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, sobre a libertação de “recursos bloqueados da Venezuela” naquela instituição.

A Venezuela tem recursos para se recuperar e para se levantar”, acrescentou.

Apesar do recente alívio de algumas sanções por parte dos Estados Unidos, persistem restrições estruturais e continuam congelados ou sob controlo de fundos e bens do Estado venezuelano no exterior, como reservas de ouro avaliadas em cerca de 2.000 milhões de dólares depositadas no Banco de Inglaterra ou ativos da Citgo, filial da petrolífera Pdvsa nos EUA.

O chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, declarou esta quarta-feira à EFE que as sanções à Venezuela devem ser flexibilizadas para não afetarem a chegada de ajuda e os planos de recuperação após o duplo sismo.

Na devastada região de La Guaira, adjacente a Caracas, Fletcher considerou que os sismos vão provocar uma “situação económica muito difícil”, que retirará “vários pontos ao PIB” nacional.

O número de mortos pelos sismos ocorridos há duas semanas na Venezuela subiu esta quarta-feira para 3.811, enquanto o de feridos se manteve em 16.740, segundo o último balanço oficial.

Os dois sismos que atingiram a Venezuela em 24 de junho, de magnitude 7,2 e 7,5, na escala de Richter, provocaram uma das maiores tragédias naturais da história recente da América Latina.

O balanço mais recente do Ministério dos Negócios Estrangeiros português indicou que 100 portugueses e lusodescendentes morreram, registando-se ainda 59 cidadãos desaparecidos ou incontactáveis.