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(A) :: Deputado José Dias Fernandes desiste de passagem a não-inscrito após reunião com Ventura

Deputado José Dias Fernandes desiste de passagem a não-inscrito após reunião com Ventura

Deputado do Chega enviou dois e-mails a Aguiar-Branco em três horas: num confirmou passagem a não-inscrito, no outro pediu para se esquecer a comunicação anterior. Pelo meio reuniu-se com Ventura.

Inês André Figueiredo
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O deputado do Chega José Dias Fernandes recuou nas intenções de sair do Chega e passar a não-inscrito após uma reunião com André Ventura, confirmou o próprio ao Observador. Continua a ponderar uma possível saída e justifica-se com falta de respostas do partido para as comunidades portuguesas no estrangeiro.

O deputado eleito pelo círculo da Europa em 2024 e em 2025 enviou, às 15h56, um e-mail formal a solicitar a passagem a deputado não inscrito, anunciando o fim da vinculação ao Chega e a solicitar as diligências associadas à desvinculação e à criação de um novo gabinete.

Três horas depois do primeiro e-mail, confirmaram fonte do gabinete do presidente da Assembleia da República e o próprio, o deputado enviou uma outra comunicação a pedir que a anterior fosse desconsiderada e a anunciar que iria manter-se no partido.

Entre as duas comunicações oficiais, José Dias Fernandes teve uma reunião com André Ventura e outros elementos da direção e do grupo parlamentar, segundo contou ao Observador. E ainda que os argumentos de altos dirigentes do partido tenham levado a um recuo na decisão e que tenha “voltado tudo ao normal“, o deputado eleito pelo círculo da Europa garantiu que ainda vai “ponderar bem” o que fará no futuro — e não descarta, para já, uma saída.

Em causa está a abordagem do partido ao tema das comunidades: “Vim para aqui para defender as comunidades e não para passar férias. Não vim para ser mais um, vim para trabalhar para as comunidades e para que possam ver que há trabalho feito. Isso não está a acontecer como eu quero.”

Não devo nada ao partido, devo às comunidades”, acrescentou, destacando questões como o voto eletrónico, a fiscalidade e o ensino, “são projetos de lei que têm de avançar rapidamente” para que as comunidades se sintam representadas pelo Chega.

Após a decisão, o recuo e a reunião com o líder do Chega, José Dias Fernandes assegurou: “Tenho a certeza de que as coisas vão mudar. E têm de mudar.

Ao Observador, fonte oficial do Chega assegurou que a bancada vai manter-se com 60 deputados: “O deputado José Dias Fernandes continuará a ser deputado do Chega”. E não dá mais detalhes sobre o assunto.